Santo Amós foi um Profeta do Antigo Testamento, autor do
Livro de Amós, que profetizou em cerca de 760 a.C.
Antes de se entregar totalmente à sua religiosidade, foi
pastor de ovelhas e cultivador de sicômoros (Am 7,14), nos limites do deserto
de Judá.
Teve um curto ministério religioso na região de Betel e
Samaria, mas foi expulso de Israel e voltou à atividade anterior.
O Senhor o enviou aos filhos de Israel, para proclamar a
sua justiça e santidade divinas contra as prevaricações do seu povo.
O profeta Amós deixou claro a sua insatisfação em relação às injustiças, onde os ricos acumulavam cada vez mais para viverem em palácios, exploração dos mais fracos e subornos.
A mensagem de Amós é principalmente um “grito por justiça”.
Embora Amós fosse de Judá, profetizou no Reino do Norte como advertência contra sua leviana despreocupação com a lei do Senhor, que ensina a misericórdia para com os fracos e os pequenos: a justiça social.
Sua pregação despertou tal antagonismo que ele retornou a Judá, onde registrou a sua mensagem.
A maneira de Amós escrever indica que ele era uma pessoa culta,
com profundo conhecimento de história e dos problemas de sua época.
Temas específicos da Profecia de Amós:
- A desigualdade e a injustiça social
- A despreocupação, o luxo e a falsa segurança. Israel do
Norte vive seu “século de ouro”.
O livro de Amós é dividido em:
1,2-2,16 - Oráculos contra os povos
3,1-6,14 - Oráculos contra Israel e a elite de Samaria
7,1-9,10 – Cinco visões da destruição e da salvação final
(9,11-15)
Conteúdo geral da profecia de Amós:
Além de denunciar vigorosamente as injustiças sociais, o
luxo, o culto falso, a satisfação ilusória, Amós prediz a catástrofe iminente.
Amós chega a um choque com o rei (7,10-17). Quando Jeroboão II morre em 753, e
em 745 sobe ao trono Teglat-Falasar III (745-727), onde será o começo do fim
para Israel. Amós encerra sua profecia com um oráculo de esperança.
O Senhor é o leão que ruge antes de atacar a presa, e o
profeta é a voz do seu rugido (3,4.8) que denuncia delitos e convida à
conversão.
Fonte: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB
Os patriarcas, os profetas e outras personagens do Antigo
Testamento foram, e serão sempre, venerados como santos em todas as tradições
litúrgicas da Igreja Católica Apostólica Romana.
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