domingo, 9 de março de 2025

09 de março - SÃO GREGÓRIO DE NISSA

 

Memória de São Gregório, bispo de Nissa, irmão de São Basílio Magno, insigne pela sua vida e doutrina, que, por ter proclamado a verdadeira fé, foi expulso da sua cidade no tempo do imperador ariano Valente.

O povo de Nissa, cidade da região central da Capadócia, reconhecia nele o bom pastor à imagem de Jesus Cristo. Entretanto alguns hereges tramavam contra sua vida, e em 376 conseguiram que ele fosse expulso e exilado de Nissa através de falsas acusações de inexatidão na contabilidade de sua diocese.

Depois de dois anos, com a morte do imperador Valente, Gregório retornou a Nissa, onde foi recebido triunfalmente pelo povo.

Gregório de Nissa, o maior teólogo da Capadócia, o mais especulativo dos Padres gregos do século IV, pode ser comparado a santo Tomás de Aquino pelo cuidado que teve de dar aos vários problemas enfrentados, uma resposta em sintonia com os dados da fé e ao mesmo tempo com as exigências da razão.

Como bispo soube encontrar uma linguagem simples e direta para apresentar ao seu rebanho ensinamentos concretos, ao mesmo tempo que escrevia com profundidade teológica poucas vezes vista.

São Gregório de Nissa junto com seu irmão Basílio Magno e de Gregório de Nazianzo, são conhecidos como Padres Capadócios.

Referindo-se à Nossa Senhora, usa cinco vezes em suas obras o termo Theotókos, “Mãe de Deus” – em contraposição ao termo Anthropotókos, “Mãe do homem” –, que alguns queriam aplicar à “Mãe de Deus”. Para ele, negar a maternidade divina de Nossa Senhora é dividir Nosso Senhor Jesus Cristo.

São Gregório de Nissa participou de inúmeros sínodos e concílios, entre os quais merece destaque o Concílio de Constantinopla em 381. Foi dele o discurso de abertura, e os demais bispos entusiasmaram-se com suas palavras cheias de vigor, temor a Deus e amor à Igreja de Cristo.

Em 394 assistiu pela última vez a um sínodo, pois pouco tempo depois, por volta do ano 400, veio a falecer em Nissa, na Capadócia, hoje Vedsehir, na atual Turquia.


sexta-feira, 7 de março de 2025

Sexta-feira, 7 de março de 2025 - Santas Perpétua e Felicidade, mártires

 

ORAÇÃO
“Senhor nosso Deus, em cujo amor as santas mártires Perpétua e Felicidade encontraram a força para resistir aos seus perseguidores e vencer os tormentos da morte, concedei-nos, por sua intercessão, a graça de Vos amar cada vez mais.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.”


07 de março - SANTAS PERPÉTUA E FELICIDADE

 

Memória das santas mártires Perpétua e Felicidade, presas e martirizadas em Cartago, com outros jovens catecúmenos, no tempo do imperador Septímio Severo.

Perpétua era uma dama nobre de família rica. Quando foi levada para a prisão, com cerca de vinte e dois anos de idade, tinha um filho recém-nascido. 

Perpétua escreveu um diário na prisão, onde relata todo o sofrimento de que foram vítimas e que figura entre os escritos mais realistas e comoventes da Igreja. Além de descrever os horrores da escuridão e a forma selvagem como eram tratadas no calabouço, ela narrou como seu pai a procurou na prisão, com autorização do juiz, para tentar fazê-la desistir da fé em Cristo e assim salvar sua vida.

Felicidade era escrava de Perpétua e, quando foi para a prisão, estava com oito meses de gestação e, segundo as leis, devia ser conservada até dar à luz; mas, apesar das dores de parto, mostrava-se serena diante das feras, e deu à luz a uma menina neste lugar. 

Perpétua ae Felicidade foram batizadas no cárcere e passaram ambas do cárcere para o anfiteatro, de rosto alegre, seguras de que iam para o céu. Uma encorajou a outra na arena até o fim. Sofreram o martírio no ano 203.


quarta-feira, 5 de março de 2025

Quarta-feira, 5 de março de 2025 - QUARTA-FEIRA DE CINZAS, Ano C

 

Dia de jejum e abstinência
ABERTURA DA QUARESMA
LANÇAMENTO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2025
TEMA: “Fraternidade e Ecologia Integral
LEMA: “Deus viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31)

ORAÇÃO
“Senhor, concedei-nos iniciar com o santo jejum este tempo de conversão para que, auxiliados pela penitência, sejamos fortalecidos no combate contra o espírito do mal.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.”


QUARTA-FEIRA DE CINZAS

 

Com o rito da imposição das cinzas, iniciamos a Quaresma. Tempo que nos é dado para nos prepararmos para a celebração da Páscoa, mediante as práticas que a Igreja recomenda: o jejum, a caridade e a oração.

Quarta-Feira de Cinzas é o primeiro dia da Quaresma, tempo litúrgico em que a Igreja convida os fiéis a se prepararem para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo na Semana Santa. 

Desde os tempos passados, já podia se observar, na tradição dos povos antigos e na cultura dos judeus, que colocar cinzas na cabeça ou até mesmo sentar-se sobre as cinzas tinha uma multiplicidade de significados: indicava o que é passageiro (Jó 13, 12), sem valor (Gn 18,27; Is 44,20), sinal de luto e arrependimento (2Sm 13,19; Is 61,3; Mt 11,21) e de purificação (Nm 19; Hb9,13).

As primeiras comunidades cristãs acolheram esse gesto como símbolo da transitoriedade da vida humana e tomaram-no indicador de um propósito de conversão no itinerário da fé. Testemunham-no os mais antigos escritores cristãos, como, por exemplo, Tertuliano (c. † 220), Cipriano de Cartago († 285), Eusébio de Cesareia († 339), Ambrósio de Milão († 397), Jerônimo († 420), Agostinho († 430) etc.

É bom recordar que a história da quaresma é complexa e não é possível saber com certeza como surgiu, sobretudo em Roma. Quanto a inscrição dos pecadores à penitência pública, nos inícios era praticada somente com os membros da Igreja que, tendo cometido pecados graves (fratricídio, adultério ou apostasia), arrependidos e confessados, pediam para voltar à comunhão eclesial. 

Muito cedo a Igreja fez coincidir o início dessa forma de penitência com o começo da Quaresma, fixando a sua data para a quarta-feira, antes do I domingo do Tempo Quaresmal. Após percorrerem o caminho penitencial, de acordo com uma disciplina rígida para os pecados graves que os excluíam da participação da eucaristia, na manhã da quinta-feira santa eram absolvidos para participarem da eucaristia na noite de Páscoa. Assim nasceu a nossa Quarta-Feira de Cinzas.

Em 1091, sob o pontificado do papa Urbano II († 1099), o rito foi estendido a todos os cristãos, clérigos e leigos. As cinzas eram espalhadas sobre a cabeça dos homens e às mulheres era feito uma cruz sobre a fronte, por causa de sua cabeça velada.

A partir do século XI, a imposição das cinzas na Quarta-Feira de Cinzas se tornou habitual, quando o celebrante as põe sobre a testa do fiel, em forma de cruz, pronunciando as palavras “Lembra-te de que és pó e ao pó retornarás”.(Gn 3,19) ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”. (Mc 1,15). As cinzas procedem dos ramos utilizados no Domingo de Ramos do ano anterior, queimados, abençoados com água benta e aromatizados com incenso.

Nos livros litúrgicos, a denominação Quarta-feira de Cinzas, só apareceu no séc. XV, com o Missal impresso de 1474.



QUARESMA

 

Com a celebração da Quarta-Feira de Cinzas, em 05 de março, iniciamos o tempo da Quaresma que terminará antes da Missa vespertina do Lava-pés e da instituição da Eucaristia, exclusive, na quinta-feira Santa, no dia 17 de abril.

Assim como o Carnaval e a Páscoa, a Quaresma também é móvel e sua data de início muda todos os anos. Na quinta-feira santa, à noite, tem início o tríduo pascal, que compreendem as últimas celebrações da semana santa.

Quaresma é tempo de conversão e de nos voltarmos para o reino de Deus e sua justiça. 

A conversão quaresmal inclui dimensões como a volta para Deus, o amor ao próximo, nossos deveres comunitários e o envolvimento ativo na vida e missão de nossa Igreja e tem como propósito a Oração, o Jejum e a Caridade.

Desde o século II, os cristãos se preparavam para a Páscoa com dois dias de jejum e penitência. Depois, estas práticas foram estendidas para toda a Semana Santa. No ano 325, o Concílio de Nicéia, reconhecia a preparação da Páscoa por 40 dias, segundo o “modelo” de Jesus, que passou 40 dias jejuando no deserto, tentado por Satanás, sem contar os 40 anos do Povo de Israel no deserto e os 40 dias de jejum de Moisés, no Sinai ou de Elias no monte Horeb.

De acordo com informações do Vaticano, a quaresma surgiu no século IV (por volta do ano 350 d.C.) quando a Igreja decidiu aumentar o tempo de preparação para a Páscoa. Antes disso, a quaresma era de apenas três dias, compreendendo o Tríduo Pascal.

Seu nome surgiu de uma expressão comum usada na época “Quadragésima die Christus pro nobis tradétur”, que se traduz assim: “Cristo será entregue por nós daqui 40 dias (no quadragésimo dia)” para a nossa salvação. Essa mudança aconteceu (Cfr. Tertuliano: Tradição Apostólica de Hipólito e Santo Irineu) porque a igreja percebeu que os fiéis precisavam de mais tempo para se preparar para a Páscoa e acrescentaram o tempo em que Jesus jejuou no deserto nesse período.

O período de 40 dias de preparação da Páscoa foi estabelecido antigamente pela Igreja, para nele aceitarmos o convite a procurar o Senhor: «Quaerite Dominum»! 

A Quaresma, como período de 40 dias em preparação da Páscoa, tem na Igreja a sua história concreta, através da qual se inscreve na história dos corações e das consciências humanas. A origem da Quaresma parece remontar ao século IV; mas já nos séculos II e III — antes de se chegar ao período fixo de 40 dias — se preparavam os fiéis para a Páscoa com especiais jejuns e orações (Cfr. Terluliano. Traditio Apostolica de Hipólito e Santo Ireneu). Neste período, os penitentes públicos preparavam-se para a reconciliação, e os catecúmenos para o Batismo.

A quaresma é período de penitência, de conversão, de mudança do coração (metanóia), que se inspira em diversos motivos, mas sobretudo nasce da meditação da Paixão e da Morte de Jesus Cristo.

Nos primeiros séculos o período de 40 dias foi, na Igreja, o tempo de preparação especial intensiva para o Batismo. Foi o tempo dedicado de modo especial ao catecumenato. Realizava-se durante este tempo, o processo de conversão que é necessário considerar como o primeiro e mais fundamental: a conversão a Deus que nos dá a nova vida em Cristo.

A Quaresma é o tempo de um especial encontro com Cristo.

A Quaresma constitui aquele tempo feliz em que cada um de nós pode, de modo especial, passar através da zona de luz. Luz potente, luz intensa, provém do Cenáculo, do Getsêmani, do Calvário e enfim do Domingo da Ressurreição. É necessário atravessar esta zona de luz de maneira que encontre cada um a Vida em si.

Fonte:  (Homilia do Papa João PAULO II - 20 de março de 1980) - «Quaerite Dominum dum inveniri potest. Invocate Eum, dum prope est» (“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar. Invoque-o enquanto está perto.”)


CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2025

 

Começa na 4ª feira de cinzas (05/03) e termina na 5ª feira santa (17/04)

A cada ano, os bispos do Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), acolhendo as sugestões vindas dos regionais, dos organismos do Povo de Deus, das ordens e congregações religiosas e dos fiéis leigos e leigas, escolhem um tema e um lema para a Campanha da Fraternidade, com o objetivo de chamar a atenção sobre uma situação que, na sociedade, necessita de conversão, em vista do bem de todos.

Em 2025, motivados pelos 800 anos da composição do Cântico das Criaturas de São Francisco de Assis; pelos 10 anos de publicação da Carta Encíclica Laudato Si; pela recente publicação da Exortação Apostólica Laudate Deum; pelos 10 anos de criação da Rede Eclesial PanAmazônica (REPAM) e pela realização da COP 30, em Belém (PA), a primeira na Amazônia, acolhendo a sugestão da Comissão Episcopal Especial para a Mineração e a Ecologia Integral, foi escolhido o

TEMA: Fraternidade e Ecologia Integral e o
LEMA: “Deus viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31).

A identidade visual da Campanha da Fraternidade 2025 é de autoria do Paulo Augusto Cruz, da Assessoria de Comunicação da CNBB. Nela estão representados os seguintes elementos:

Em destaque no cartaz, São Francisco de Assis representa o homem novo que viveu uma experiência com o amor de Deus, em Jesus crucificado, e reconciliou–se com Deus, com os irmãos e irmãs e com toda a criação. Esta reconciliação universal ganha sua maior expressão no Cântico das Criaturas, composto por São Francisco há precisos 800 anos. O recorte é da obra do período barroco “Êxtase de São Francisco de Assis”, de Jusepe de Ribera.

A CRUZ

No centro, a Cruz é um elemento importante na espiritualidade quaresmal e franciscana. No cartaz, ela recorda a experiência do Irmão de Assis com o crucifixo da Igreja de São Damião, em Assis, na Itália, onde Francisco ouviu o próprio Cristo que falava com ele e o enviava para reconstruir a sua Igreja. No início, Francisco entendeu que era a pequena Igreja de São Damião. Mais tarde, compreendeu que se tratava de algo bem maior, a Igreja mesma de Deus. A Quaresma é este tempo de reconstrução de cada cristão, cada comunidade, a sociedade e toda a Criação, porque somos chamados à conversão.

A NATUREZA

A araucária, o ipê amarelo, o igarapé, o mandacaru, a onça pintada e as araras canindés, representam a fauna e a flora brasileiras em toda a sua exuberância, que ao invés de serem exploradas de forma predatória, precisam ser cuidadas e integradas pelo ser humano, chamado por Deus a ser o guarda e o cuidador de toda a Criação.

AS CIDADES

Os prédios e as favelas refletem o Brasil a cada dia mais urbano, onde se aglomeram verdadeiras multidões num estilo de vida distante da natureza e altamente prejudicial à vida. Cada um de nós, seres humanos, o campo, a cidade, os animais, a vegetação e as águas fomos criados para ser, com a nossa vida, um verdadeiro “louvor das criaturas” ao bom Deus.

Fonte: https://www.cnbb.org.br/campanha-da-fraternidade-2025-conheca-o-tema-a-identidade-visual-e-a-oracao/ 


ORAÇÃO
“Ó Deus, nosso Pai, ao contemplar o trabalho de tuas mãos, viste que tudo era muito bom! O nosso pecado, porém, feriu a beleza de tua obra, e hoje experimentamos suas consequências. Por Jesus, teu Filho e nosso irmão, humildemente te pedimos: dá-nos, nesta Quaresma, a graça do sincero arrependimento e da conversão de nossas atitudes. Que o teu Espírito Santo reacenda em nós a consciência da missão que de ti recebemos: cultivar e guardar a Criação, no cuidado e no respeito à vida. Faz de nós, ó Deus, promotores da solidariedade e da justiça. Enquanto peregrinos, habitamos e construímos nossa Casa Comum, na esperança de um dia sermos acolhidos na Casa que preparaste para nós no Céu. Amém!”

05 de março - SÃO JOÃO JOSÉ DA CRUZ

 

São João José da Cruz (Carlos Gaetano Calosirto), presbítero da Ordem dos Frades Menores, seguiu o exemplo de São Pedro de Alcântara e restaurou a disciplina da Regra em muitos conventos da Província Napolitana.

Com apenas 16 anos de idade, o jovem entrou para o convento de Santa Luzia no Monte, em Nápoles, onde mudou seu nome para João José da Cruz no dia da sua profissão religiosa.

Animado pelo amor a Maria e imerso na pobreza total, São João José da Cruz liderou a reunificação da família religiosa dos Frades Menores Alcantarinos. 

Viveu entre os Frades Menores Descalços da Reforma de São Pedro de Alcântara, conhecidos como Alcantarinos, dos quais o atraiu a regra, que os tornava ainda mais austeros, tanto que decidiu jamais usar sandálias. 

Foi alvo de tantas críticas injustas e até calúnias, às quais respondeu fazendo o voto de silêncio. A sua consolação era repetir: "Tudo o que Deus permite, permite para o nosso bem"! 

João José foi escolhido para fundar um novo mosteiro em Piedimonte. Ali, construiu também um pequeno eremitério, que ainda hoje é meta de peregrinações, chamado "A Solidão".

Morreu em Nápoles, em 1734.


domingo, 2 de março de 2025

Domingo, 2 de março de 2025 - 8º Domingo do Tempo Comum, Ano C

 

ORAÇÃO
“Fazei, Senhor, que os acontecimentos deste mundo decorram na paz que desejais, e vossa Igreja vos possa servir alegre e tranquila.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.”


sábado, 1 de março de 2025

01 de março - SÃO FÉLIX III, Papa

 

São Félix III, foi o 48º papa da história da Igreja Católica, de 483 a 492. Felix morreu em †492, em Roma, junto de São Paulo, na Via Ostiense, tendo reinado oito anos, onze meses e vinte e três dias. São Félix III, era tetravô do papa São Gregório Magno.

Enfrentou o cisma do Patriarca de Constantinopla e combateu as heresias monofisitas e arianas. Apoiou os Bispos africanos, contra as invasões dos Vândalos, e readmitiu na Igreja todos os cristãos, que tinham sido obrigados ao batismo ariano.

Félix excomungou Acácio, patriarca de Constantinopla, em 484 por publicar com o imperador bizantino Zenão um documento chamado Henotikon (“Édito de União”), que tentava assegurar a unidade entre os cristãos calcedonianos e os miafisitas e favorecia o monofisismo, doutrina que havia sido denunciada no Concílio de Calcedônia (451).

A fórmula teológica do Henotikon incorporou as decisões dos Concílios de Nicéia (325) e Constantinopla (381) e reconheceu a divindade de Cristo, mas omitiu qualquer referência à distinção das essências humana e divina de Cristo, conforme enunciadas pelo Concílio de Calcedônia (451), e ao fazê-lo fez importantes concessões aos miafisitas. O monofisismo afirmava que a pessoa de Jesus Cristo tem apenas uma natureza divina, em vez das duas naturezas, divina e humana, que foram estabelecidas no Concílio de Calcedônia em 451. 

O Henotikon foi aceito no Oriente, mas provou ser inaceitável para Roma e a igreja ocidental. Consequentemente, Acácio foi deposto (484) pelo Papa Félix III em uma excomunhão que foi reafirmada e ampliada em 485 para abraçar todos os cúmplices de Acácio, incluindo uma parte substancial da hierarquia bizantina . A condenação pelo Papa Félix precipitou o Cisma Acácio, que não foi resolvido até 519.

Na África, os vândalos arianos, perseguiram a Igreja por mais de 50 anos e levaram muitos católicos ao exílio. Quando a paz foi restaurada, aqueles que por medo haviam caído em heresia e haviam sido rebatizados pelos arianos desejava retornar à Igreja. Ao serem repelidos por aqueles que permaneceram firmes, eles apelaram para Félix, que convocou um sínodo em 487, e enviou uma carta aos bispos da África, expondo as condições sob as quais eles seriam recebidos de volta.