domingo, 3 de julho de 2011


Uma prática muito antiga que chega até os nossos dias

Nasceu com o próprio cristianismo a prática de sustentar materialmente aqueles que têm a missão de anunciar o Evangelho, a fim de poderem entregar-se inteiramente ao seu ministério, cuidando também dos mais necessitados (Atos dos Apóstolos 4,34;11,29).

No final do século VIII, os anglo-saxões, depois da sua conversão, sentiram-se tão ligados ao Bispo de Roma que decidiram enviar, de maneira estável, uma contribuição anual ao Santo Padre. Assim nasceu o "Denarius Sancti Petri" (Esmola para São Pedro), que rapidamente se espalhou pelos países europeus.

Esta prática - como outras semelhantes - passou por vicissitudes diversas ao longo dos séculos até que foi consagrada pelo Papa Pio IX através da sua Encíclica Saepe venerabilis, de 5 de Agosto de 1871.

Esta coleta realiza-se atualmente em todo o mundo católico, coincidindo na sua maior parte com o dia 29 de Junho ou o domingo mais próximo da Festa dos Apóstolos São Pedro e São Paulo.

Chama-se Óbolo de São Pedro a ajuda econômica que os fiéis oferecem ao Santo Padre, como sinal de adesão à solicitude do sucessor de Pedro relativamente às múltiplas carências da Igreja Universal e às obras de caridade em favor dos mais necessitados.

As ofertas que os fiéis dão ao Santo Padre destinam-se a obras eclesiais, a iniciativas humanitárias e de promoção social, e também para a sustentação das atividades da Santa Sé. E o Papa, enquanto Pastor da Igreja inteira, preocupa-se também com as necessidades materiais de dioceses pobres, institutos religiosos e fiéis em graves dificuldades (pobres, crianças, idosos, marginalizados, vítimas de guerras e desastres naturais; ajudas particulares a Bispos ou Dioceses em necessidade, educação católica, ajuda a refugiados e migrantes, etc.).

Fonte: http://www.vatican.va/roman_curia/secretariat_state/obolo_spietro/documents/history_po.html

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