domingo, 21 de julho de 2024

21 de julho - SANTO PROFETA EZEQUIEL

Ezequiel nasceu em meados do ano 600 a.C., em Sarara, Palestina, na tribo de Levi: logo, era um sacerdote.

Ezequiel, o mais determinado entre os quatro grandes Profetas da história de Israel, é venerado pela Igreja como Santo.

Seu livro, no Antigo Testamento, é repleto de visões e simbolismos, marcado pela influência da literatura apocalíptica, com suas diversas visões.

Na Bíblia, o livro de Ezequiel, depois de Jeremias, encontra-se entre os profetas “maiores”: em 48 capítulos, ele narra as profecias e as revelações, que Javé lhe havia feito, durante o cativeiro babilônico.

Historicamente, Ezequiel representa uma ponte entre duas épocas da história de Israel: antes e depois do exílio, entre Jeremias e Daniel.

Santo Ezequiel, profeta, filho do sacerdote Búzi, no tempo do exílio na terra dos Caldeus, teve a visão da glória do Senhor e, posto como sentinela da casa de Israel, recriminou a infidelidade do povo eleito e anunciou a destruição da cidade santa de Jerusalém e a deportação do povo; vivendo ele próprio no meio dos prisioneiros, alimentou a sua esperança, profetizando que os ossos ressequidos ressuscitariam para uma nova vida.

Deportado, a partir de 597, junto com seu povo para a Babilônia, encoraja os exilados com a Palavra de Deus, lamentando a infidelidade do povo e ao mesmo tempo anunciando a restauração.


21 julho - 16º Domingo do Tempo Comum, Ano B


ORAÇÃO
"Sede propício, Senhor, aos vossos servos e multiplicai neles os dons da vossa graça, para que, fervorosos na fé, esperança e caridade, perseverem na fiel observância dos vossos mandamentos.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém."

sábado, 20 de julho de 2024

20 de julho - SANTO PROFETA ELIAS

O nome Elias significa "O Senhor é meu Deus".

Santo Elias, o Tesbita, profeta do século IX a.C., viveu em Israel, no tempo de Acab e Acazias, reis de Israel, reivindicou os direitos do Deus único contra a infidelidade do povo com tanto ardor que prefigurava não só João Batista, à luz da profecia de Ml 3,23-24, como confirmado pelo próprio Jesus (Mt 17,9-13).

“Elias, o profeta, levantou-se como um fogo; suas palavras queimavam como uma tocha ardente": assim o livro do Eclesiástico (48.1) descreve um dos maiores profetas da história religiosa do antigo reino de Israel.

A Ordem religiosa dos Eremitas do Monte Carmelo, representa este grande Profeta, em seu brasão, em forma de escudo: com um braço, segura uma espada de fogo e uma fita com as palavras "Zelo zelatus sum pro Domino Deo exercitum", ou seja, "repleto de zelo pelo Deus dos exércitos". 

Elias "copreside" junto com Moisés o coro dos Profetas.

Não deixou oráculos escritos, mas a sua memória é fielmente conservada, especialmente no monte Carmelo. 

Foi um profeta da tradição oral no reino do Norte (Israel), sua atuação é marcada pelo combate ao culto de Baal e por diversos prodígios (1Rs 17-19), coroados por sua “assunção ao céu” (2Rs 2).

Elias recebe os justos do AT no céu, junto com o patriarca Henoc (cf. Gn 5,21-24; Hb 11,5).

Enérgico e intransigente, faleceu por volta do ano 805 a.C.


20 de julho - SÃO JOSÉ BARSABÁS

A comemoração de São José Barsabás, chamado o Justo, discípulo do Senhor, que os Apóstolos propuseram, juntamente com o apóstolo São Matias, para que um deles ocupasse o lugar de Judas o traidor; mas, embora a sorte tenha caído sobre Matias, exerceu igualmente o ministério da pregação e da santidade. 

Mencionado em At 1,21-26 durante a eleição do substituto de Judas Iscariotes, José Barsabás é contado, entre os 72 discípulos de Jesus mencionados em Lc 10,1.



sexta-feira, 19 de julho de 2024

19 de julho - SANTO EPAFRAS

Comemoração de Santo Epafras, cristão do primeiro século, fundador da igreja cristã na cidade de Colossos, na província romana da Ásia, que trabalhou muito pelo Evangelho em Colossos, em Laodiceia e em Hierápolis, a quem o apóstolo São Paulo chama caríssimo, companheiro de prisão e fiel ministro de Cristo.

Epafras é mencionado tanto na Carta aos Colossenses (1,7; 4,12-13) quanto na Carta a Filêmon (v. 23). 

Provavelmente era de Colossos e foi a Roma ter com Paulo durante a prisão do Apóstolo.

É mencionada sua atuação também nas cidades vizinhas de Laodiceia e Hierápolis, na região da Frígia (parte da atual Turquia).

Epafras era um verdadeiro seguidor do Senhor Jesus Cristo, comprometido com verdadeiro Evangelho e com a sã doutrina na Igreja de Cristo, uma pessoa zelosa e preocupada com a saúde espiritual dos cristãos. 

Enquanto Paulo esteve livre, Epafras foi seu representante em lugares em que ele não podia ir por conta de suas outras ocupações.

Enquanto Paulo esteve preso, Epafras não apenas foi seus olhos e ouvidos a respeito do que acontecia com a Igreja fora do cárcere, mas também foi um companheiro fiel dentro do próprio cárcere para a glória de Cristo (Filêmon 23).


quarta-feira, 17 de julho de 2024

17 de julho - B. INÁCIO DE AZEVEDO E COMPANHEIROS MÁRTIRES

Comemoração dos beatos mártires Inácio de Azevedo, presbítero, e trinta e nove companheiros da Companhia de Jesus, que se dirigiam para as missões do Brasil numa nau chamada «São Tiago».

Inácio de Azevedo nasceu no Porto, de família ilustre, em 1526 ou 1527. Entrou na Companhia de Jesus, em 1548, com 22 anos e foi ordenado presbítero, em 1553.

Seus estudos eram tão avançados e seus conhecimentos tão extensos que, mesmo sem terminar o curso de teologia, foi nomeado reitor do Colégio Santo Antônio, em Lisboa. 

Destacava-se pela penitência, oração e obras de misericórdia.

Chegou à Bahia em 24 de agosto de 1566, juntamente com outros jesuítas, a fim de se consagrar ao apostolado missionário.

Tendo voltado à pátria, conseguiu recrutar numerosos colaboradores para a sua obra evangelizadora e empreendeu a viagem de regresso.

Ao largo das ilhas Canárias, no dia 15 de julho de 1570, a nau em que viajavam Inácio e um grupo de 39 companheiros foi atacado por protestantes calvinistas que os martirizaram, passados ao fio da espada e golpes de lança, por ódio à religião católica, antes de retornarem pela segunda vez ao Brasil. 

Tanto na Europa como no Brasil, são aclamados e conhecidos como "Mártires do Brasil", ou “40 Mártires".

O primeiro grupo de mártires, entre eles 2 padres, 24 estudantes e 14 irmãos auxiliares, portugueses e espanhóis. Todos pertenciam à Companhia de Jesus.

Foi beatificado em 11 de maio de 1854, pelo Papa Pio IX.


17 julho - Bem-aventurado Inácio de Azevedo, presbítero, e companheiros, mártires, Memória


ORAÇÃO
"Deus eterno e todo-poderoso, que dotastes de invencível constância na fé os bem-aventurados mártires Inácio de Azevedo e seus companheiros, concedei-nos que, fortalecidos por tão numerosos exemplos, imitemos o fogo da sua caridade e participemos da sua glória na pátria celeste.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém."

terça-feira, 16 de julho de 2024

16 de julho - SANTA RUTE

A história de Rute se passa “no tempo dos juízes”: protagonista do livro de mesmo nome. Rute é uma mulher estrangeira que, com sua sogra Noemi, vai para Belém, onde trabalha nos campos.

Rute nos ensina o valor de cultivar a verdadeira amizade. 

Com a morte do esposo, filho de Noemi, Rute recusa-se a deixar a sogra, que também perdera o marido e era sozinha.

Para sustentar a si mesma e à sogra, ela trabalhava no campo, sendo responsável, amiga, trabalhadora, forte, destemida e doce.

Mesmo sendo estrangeira, de sua descendência nasceu o rei Davi. 

Seu segundo marido, Booz, e seu filho Obed fazem parte da genealogia de Jesus Cristo, sendo mencionados no Evangelho de São Lucas 3,32.

Quando preferiu ser fiel a sua sogra, Rute mudou o rumo de sua história, da história do povo de Israel e até mesmo da história da humanidade, pois, por sua fidelidade, houve descendentes que chegaram até o Messias, o Salvador, Jesus, o Filho de Deus.

Por isso, Rute é também chamada de Santa Rute.


 

16 de julho - NOSSA SENHORA DO CARMO

Nossa Senhora do Carmo, evoca o monte Carmelo, onde o profeta Elias reconduziu o povo de Israel ao culto do Deus vivo. 

No século XII, alguns eremitas foram viver no monte Carmelo à procura de solidão e constituíram uma Ordem dedicada à vida contemplativa, sob o patrocínio da Virgem Maria, Mãe de Deus. 

Ali construíram uma capela dedicada à Nossa Senhora e assim foi a fundação da ordem do Carmo.

Tempos depois, os Carmelitas foram expulsos pelos muçulmanos e espalharam-se pela Europa, onde a Ordem do Carmo passou por muita dificuldade de aceitação. 

No ano de 1251, a ordem estava para ser encerrada, quando São Simão Stock recorre à Nossa Senhora e ela lhe aparece como sinal de que sua ordem não seria extinta.

A festa litúrgica de Nossa Senhora do Carmo foi instituída para comemorar a sua aparição a São Simão Stock (um dos mais piedosos carmelitas que vivia na Inglaterra), em 16 de julho de 1251. 

A partir da aparição de Nossa Senhora do Carmo a São Simão, a Ordem do Carmelo começou a florescer na Europa e em vários lugares do mundo, permanecendo firme até os dias de hoje.

Nossa Senhora do Monte Carmelo ou do Carmo é conhecida por levar nas mãos o escapulário. O escapulário original, na sua origem, é ligado ao Carmelo e a toda essa espiritualidade e tem a imagem de Jesus Cristo e de Nossa Senhora do Carmo. 

O escapulário é usado para demonstrar externamente a devoção a Nossa Senhora, de modo específico a Nossa Senhora do Carmo.

Esta antiga devoção remonta ao século XIII, quando a Virgem Maria apareceu ao Superior Geral dos Carmelitas, Simão Stock, em 16 de julho de 1251, fazendo uma intervenção na Obra Carmelita e dando a ele o Escapulário, como sinal de proteção e a promessa de que aquele que o usasse não padeceria no fogo eterno.

São Simão Stock propagou a devoção de Nossa Senhora do Carmo e lhe compôs um lindo hino, o “Flos Carmeli”, ela garantiu: “todos os que morrerem com o escapulário serão livres das penas do Purgatório”.

A devoção do escapulário foi aprovada pela Igreja e promovida por vários Papas, tornando-se muito popular e representa um sinal externo de consagração pessoal à Santíssima Virgem Maria.

O Escapulário leva-nos a viver como autênticos cristãos segundo os ensinamentos do Evangelho, a receber os sacramentos, a professar a nossa especial devoção à Santíssima Virgem, que deve ser expressa todos os dias, rezando a Ave-Maria, rezando a leitura das Escrituras e no serviço a alguém em necessidade.

O Escapulário é um sinal que foi aprovado pela Igreja por mais de sete séculos, representa a decisão de seguir Jesus e Maria, aberto a Deus e à vontade de Deus, guiado pela fé, esperança e amor, perto das necessidades das pessoas, orando em todos os momentos, descobrindo Deus presente em tudo o que acontece ao nosso redor, introduz as pessoas na Família do Carmelo e aponta para uma esperança renovada de encontrar Deus na vida eterna com a ajuda da proteção e intercessão de Maria.


16 julho - Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, Festa, Ano B


ORAÇÃO
"Venha em nossa ajuda, Senhor, a admirável intercessão da gloriosa Virgem Maria, para que, protegidos pelo seu auxílio, cheguemos ao verdadeiro monte da salvação, nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém."