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O Mês da Bíblia de 2026 tem como tema inspirador o Livro de Daniel, sob o lema "Seu reino jamais será destruído" (Dn 7,14). A iniciativa é promovida pela Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB e por entidades parceiras para incentivar a leitura comunitária e a esperança cristã. Para este ano de 2026, a Igreja Católica Romana no Brasil nos apresenta, como tema de estudos para o Mês da Bíblia, o Livro de Daniel. O Lema que orienta o estudo é tirado de Dn 7,14: “Seu Reino jamais será destruído”. Em nossas Bíblias cristãs, o Livro de Daniel se encontra entre os livros proféticos, logo após o Livro de Ezequiel, que foi o tema de nossos estudos para o mês da Bíblia em 2024. Daniel seria uma continuação natural das profecias de Ezequiel, já que é também um livro ambientado no cativeiro da Babilônia e seus personagens estão habitando o país durante os reinados dos últimos reis babilônicos no século VI a.C. No entanto, ao contrário dos outros livros proféticos, que são chamados pelos nomes de seus autores como Isaías, Jeremias e/ou Ezequiel, este livro é chamado pelo nome, não do seu autor, mas de seu principal personagem: o protagonista principal do livro chama-se Daniel. O nome “Daniel” significa “Deus é o meu juiz”. Assim, ao longo do livro, este personagem aparece, ora como um juiz sagaz, ora como um visionário apocalíptico. Já no livro de Ezequiel aparece uma figura misteriosa chamada Daniel (ou Dan’el), um personagem bom e piedoso, junto com Noé e Jó (cf. Ez 14,14.20). Como existe uma literatura aramaica antiga que descreve a figura justa e misericordiosa de um Dan’el, vemos então que, assim como Noé e Jó, Daniel é também uma figura universal e não um personagem histórico do povo de Israel. Como veremos ao longo deste estudo, o livro de Daniel foi elaborado dentro de um contexto histórico terrível. Estamos no século II a.C. Os governantes gregos querem, a todo custo, impor o estilo de vida helênico aos povos por eles dominados. Para atingir este objetivo, encontram na elite judaica um valioso aliado. É aqui que percebemos a mais importante chave de leitura para nossos estudos do Livro de Daniel, a saber: a resistência popular contra as imposições econômicas e socioculturais de um império, aliado aos interesses egoístas da classe dirigente. Uma boa chave de leitura para o momento político que estamos vivendo em nosso Brasil neste ano de 2026. |
terça-feira, 1 de setembro de 2026
Setembro – MÊS DA BÍBLIA
01 de setembro - DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELA CRIAÇÃO
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O Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação de 2026 celebrado em 1º de setembro, marca o início do Tempo da Criação. O Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral apresentou o tema escolhido: "Transformarão as suas espadas em relhas de arados e as suas lanças em foices" (Is 2,4), destacando a forte ligação entre conflitos armados e a degradação do meio ambiente. É um convite explícito a colocar o desenvolvimento e a sustentabilidade acima da violência e da destruição. A iniciativa cristã foi iniciada pela Igreja Ortodoxa e adotada pela Igreja Católica. O Tema de 2026 faz uma relação entre guerra e natureza: Mostra como as guerras destroem os recursos naturais e ferem a Terra. Faz um apelo pela paz: Pede a conversão de armas de destruição em ações de cuidado com a casa comum. E tem uma responsabilidade global: Convoca a sociedade a proteger o planeta contra os impactos de conflitos. O Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação foi instituído pelo Papa Francisco para coincidir com a data equivalente da Igreja Ortodoxa, também dá início à celebração ecumênica do Tempo da Criação, que é celebrada pela Igreja Católica Romana desde 2015. Esse é um período ecumênico de oração e ação propício para renovar a relação com o Criador e toda a criação, começando no início de setembro e terminando em 4 de outubro, data em que é celebrado São Francisco de Assis, o santo padroeiro da ecologia. |





