sexta-feira, 9 de agosto de 2024

09 de agosto - SANTA TERESA BENEDITA DA CRUZ (Edith Stein)

Edite Stein, filha de pais judaicos, nasceu em Breslau, no dia 12 de outubro de 1891. 

Dedicou-se aos estudos filosóficos e empenhou-se na procura da verdade, até que encontrou a fé em Cristo. 

Foi batizada no dia 1 de janeiro de 1922 e, desde então, serviu a Deus como professora e escritora. 

Em 1933 entrou no Carmelo de Colonia, na Alemanha, e tomou o nome de Teresa Benedita da Cruz.

Dedicou a sua vida ao serviço do povo judaico e do povo alemão.

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edite Stein), padroeira da Europa, virgem da Ordem das Carmelitas Descalças e mártir, que sob um nefasto regime hostil à dignidade humana e cristã, foi exilada e encarcerada no campo de concentração de Auschwitz, próximo de Cracóvia, na Polonia, onde foi morta numa câmara de gás.

Canonizada pelo Papa João Paulo II em 1998.


quinta-feira, 8 de agosto de 2024

08 de agosto - DOM PEDRO CASALDÁLIGA

Dom Pedro Casaldáliga, o bispo que apoiou os indígenas e atacou a ditadura no Brasil.

Chegou ao Brasil em 1968 para assumir a prelazia de São Félix do Araguaia (MT), em meio à ditadura militar, de quem foi ferrenho opositor. 

Ficou conhecido internacionalmente como defensor dos direitos humanos, sobretudo dos povos indígenas, e por sua oposição aos latifundiários e exploradores ilegais da Amazônia.

Ajudou a criar o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e foi atuante na criação das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).

Renunciou à prelazia em 2005, já com a saúde abalada pelo Mal de Parkinson. 

Morreu em 08 de agosto de 2020, aos 92 anos, em Batatais (SP), por problemas respiratórios.

Pertencia à Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria (Claretianos).


08 de agosto - SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO

Domingos de Gusmão nasceu em Caleruega, na Espanha, por volta do ano 1170.

Estudou Teologia, em Palência, e foi nomeado cônego da Igreja de Osma, cidade da província de Sória, na Espanha.

Por meio da sua pregação e do exemplo da sua vida combateu com grande êxito a heresia dos Albigenses.

Desejoso de encontrar uma nova forma de propagar a fé, fundou a Ordem dos Frades Pregadores ou Dominicanos, para renovar na Igreja a forma de vida apostólica, mandando aos seus irmãos que se dedicassem ao serviço do próximo com a oração, o estudo e o ministério da palavra.

Morreu em Bolonha, cidade de Itália, no dia 6 de agosto de 1221.

Apenas 13 anos da sua morte, Gregório IX, que o havia conhecido pessoalmente, o proclamou Santo.

Com Francisco de Assis, é um dos patriarcas da santidade cristã, suscitados pelo Espírito, num tempo de grandes transformações históricas.

Promoveu, a par do aprofundamento dos estudos teológicos, a oração popular do rosário.

Domingos, "humilde ministro da pregação", na verdade é um gigante, uma das figuras mais extraordinárias da Igreja da Idade Média e de todos os tempos.

Domingos de Gusmão dedicou toda a sua vida a conversar com Jesus ou a falar sobre Jesus.

Enfrentou, com ardor, as heresias da época; fundou e difundiu a Ordem dos Frades Pregadores e viveu pelo poder e a graça como “alter Christus”.

Seu grande coirmão, Lacordaire, disse: “Ele foi carinhoso como uma mãe, mas forte como um diamante".


8 de agosto - São Domingos, presbítero, Memória


ORAÇÃO
Venha, Senhor, em auxílio da vossa Igreja são Domingos, ilustre pregador da verdade, para que sejamos sempre iluminados pela sua doutrina e protegidos pela sua intercessão.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.”

terça-feira, 6 de agosto de 2024

06 de agosto - TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR


A Transfiguração do Senhor diante dos apóstolos Pedro, Tiago e João, com o testemunho da Lei e dos Profetas, «manifestou a sua glória e na sua humanidade, em tudo semelhante à nossa, fez resplandecer a luz da sua divindade, para tirar do coração dos discípulos o escândalo da cruz e mostrar que devia realizar-se no corpo da Igreja o que resplandecia na sua cabeça». 

Esta celebração realça a dimensão pascal e escatológica da liturgia e de toda a vida cristã.

Originariamente celebrada no Oriente, foi estendida a toda a Igreja pelo papa Calisto II, no dia 6 de agosto de 1457.

A festa da Transfiguração começou a ser celebrada, no Ocidente, a partir do século IX, quando foi inserida no calendário romano pelo Papa Calisto III, em 1457: uma ocasião histórica pela feliz recordação da vitória contra os Turcos, ocorrida no ano anterior, que ameaçavam seriamente o Ocidente. 

O ponto central da festa, é o mistério da Transfiguração. 

A narrativa evangélica, transmitida por Mateus, Marcos e Lucas, se encontra entre dois prenúncios da paixão de Cristo, e os três discípulos presentes ao evento da transfiguração são os mesmos que assistirão, embora de longe e sonolentos, à dolorosa oração de Jesus no Jardim das Oliveiras. 

Sabemos, através de Lucas, que Jesus subiu para rezar. Logo, a Transfiguração é um acontecimento de oração, onde Jesus mostra ser um só com o Pai (Cf. Jo 10,30). 

No diálogo, onde “suas vestes eram resplandecentes de brancura”, Jesus revela ser a Luz do mundo (Cf. Jo 12,46).


06 de agosto - BOM JESUS DOS PASSOS

Os primeiros vestígios do culto ao nosso Senhor Bom Jesus, no Brasil, remontam ao século XVII.

A imagem na Basílica do Senhor Bom Jesus, na cidade paulista de Tremembé, é certamente a mais antiga de que se tem conhecimento no Brasil.

Ela foi benta pelo vigário da igreja de Nossa Senhora da Conceição em 1663. 

A imagem de Nosso Senhor dos Passos, ou Senhor Bom Jesus dos Passos ou ainda simplesmente "Senhor dos Passos" relembra o trajeto que Jesus fez carregando a cruz até o Calvário, onde foi crucificado, na cidade de Jerusalém.

A cruz do Senhor dos Passos é o símbolo maior dos sofrimentos que Jesus Cristo assumiu.

A coroa de espinhos sobre a cabeça de Jesus simboliza as humilhações que ele sofreu por parte dos soldados romanos que o torturaram antes de sua morte.


6 de agosto - Transfiguração do Senhor, Festa, Ano B


ORAÇÃO
"Senhor nosso Deus, que, na gloriosa Transfiguração do vosso Filho unigênito, confirmastes os mistérios da fé com o testemunho da Lei e dos Profetas, e, de modo admirável, anunciastes a adoção filial perfeita, fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho, mereçamos participar na sua glória.
Ele que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.”

segunda-feira, 5 de agosto de 2024

05 de agosto - NOSSA SENHORA DE COPACABANA

A devoção a Nossa Senhora de Copacabana vem da Bolívia, país do qual ela é a Padroeira.

A palavra “Copacabana” significa “lugar luminoso” na língua dos Incas.

A fama dos milagres da Virgem de Copacabana espalhou-se pela América e, assim, comerciantes bolivianos, peruanos e portugueses trouxeram uma cópia da Sua imagem para o Rio de Janeiro, no Brasil.

Logo foi construída uma capela em Sua homenagem, na rocha que separa as atuais praias de Copacabana e Ipanema. 

Até o início do século XVII, Copacabana era conhecida como Sacopenapã (caminho dos socós ave pernalta, da família dos ardeídeos, abundante nas restingas do Rio de Janeiro). 

Os pescadores de Sacopenapã ergueram uma capelinha sobre a rocha para acolher a imagem, em 1732.

Salvo de um naufrágio por milagre atribuído à santa, o bispo Dom Antonio do Desterro fez construir uma igreja, em 1746, para substituir a construção dos pescadores. 

A santa, ao atrair romarias por mais de 150 anos, acabou por dar nome ao bairro. 

A igrejinha do Forte foi demolida em 1908 para a construção do Forte de Copacabana, e no mesmo ano o Cardeal Joaquim Arcoverde criou a Paróquia Nossa Senhora de Copacabana e Santa Rosa de Lima, em 30 de agosto de 1908, localizada na Rua Hilário Gouveia, onde havia uma igreja dedicada ao Senhor do Bonfim, logo depois substituída por uma maior, cuja torre pode ser vista numa foto da década de 1920. 

E, mais tarde construiu-se o conjunto arquitetônico que conhecemos, inaugurado em 1976.


05 de agosto - SANTA MARIA MAIOR também invocada como NOSSA SENHORA DAS NEVES

Santa Maria Maior é também invocada como Nossa Senhora das Neves devido a uma antiga lenda segundo a qual um casal romano que pedia à Virgem luzes para saber como empregar a sua fortuna, recebeu em sonhos a mensagem de que Santa Maria desejava que lhe fosse erigido um templo, precisamente num lugar do monte Esquilino que aparecesse coberto de neve.

Isto aconteceu em pleno verão, mas no dia seguinte, o terreno onde hoje se ergue a Basílica amanheceu inteiramente nevado.

No Brasil, Nossa Senhora das Neves é padroeira da cidade de João Pessoa.

A ermida da Ilha da Maré, no Recôncavo Baiano, fundada em 1584, é uma preciosidade da arquitetura colonial brasileira e a imagem da Padroeira é de madeira estofada.

Nossa Senhora das Neves é também cultuada em Olinda e Igaraçu, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.




05 de agosto - DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DE SANTA MARIA MAIOR, também conhecida como IGREJA DE SANTA MARIA DAS NEVES.


Depois do Concílio de Éfeso (431), em que a Mãe de Jesus foi aclamada Mãe de Deus, o papa Sisto III erigiu, em Roma, no monte Esquilino, uma basílica dedicada à Santa Mãe de Deus, mais tarde designada santa Maria Maior. 


É esta a Igreja mais antiga do Ocidente dedicada à Virgem Maria, neste dia, por volta do ano 434.

Santa Maria Maior, assim chamada por ser a primeira e principal Basílica do Ocidente dedicada à Virgem Maria é uma das mais belas e adornadas de Roma. 

Segundo a tradição, nela se encontra um relicário com um fragmento da manjedoura do Menino Jesus. 

A origem histórica da igreja remonta ao pontificado do Papa Sisto III (†440), que teria dedicado a Basílica após o Concílio de Éfeso (431), o qual proclamou a Virgem Maria como “Theotokos” (portadora de Deus), Mãe de Deus. 

Até hoje se conserva uma inscrição desse Papa no arco do presbitério: “Sixtus Episcopus plebi Dei” (Sisto, Bispo, ao povo de Deus).