quarta-feira, 2 de abril de 2025

02 de abril - SÃO FRANCISCO DE PAULA, Eremita, Fundador da Ordem dos Mínimos

 

Francisco nasceu em Paula, na Calábria, região da Itália, no ano 1416.

Sedento da íntima comunhão com Cristo crucificado, a exemplo de são Francisco de Assis, procurou a solidão e dedicou-se a uma vida austera de oração e penitência.

Prescreveu aos seus discípulos que vivessem de esmolas, não tivessem nada próprio, nem tocassem no dinheiro e tomassem sempre apenas os alimentos quaresmais.

Francisco de Paula é fundador da "Ordem dos Mínimos" e padroeiro da Calábria e dos marítimos; é venerado como taumaturgo e protetor dos pobres, que, no Reino de Nápoles, se encontravam em grave abandono e vítimas de abusos. 

Acometido por um abcesso maligno no olho esquerdo, seus pais o confiaram à intercessão de Francisco de Assis: em caso de cura, a criança teria que usar, por um ano inteiro, o saio franciscano. Perfeitamente curado, cumpriu o voto entrando para o convento de São Marcos Argentano, em Cosenza.

Com a idade de 15 anos; ali ele manifestou, imediatamente, fortes dons de piedade e inclinação à oração. Ao término da sua permanência no convento, fez uma verdadeira peregrinação, com seus pais, em busca de uma vida religiosa mais apropriada para si. 

Em Roma, perturbado pelas pompas da corte papal, comentou: "Nosso Senhor não era assim!". Este foi o primeiro indício do seu espírito reformador.

Chamado pelo rei da França Luís XI para visitar a corte régia, assistiu-lhe a morte e faleceu em Plessis, próximo de Tours, na França, em 1507, com a fama de grande austeridade de vida.


02 de abril - NOSSA SENHORA DO DESTERRO (Madonna degli Emigrati): A Mãe dos Imigrantes

 

O título de Nossa Senhora do Desterro tem origem na Bíblia no Evangelho de São Mateus (Mt 2,13-23), onde um anjo aparece em sonho a José, pedindo para que ele e sua família fugissem para o Egito, por conta da perseguição do Rei Herodes, que procurava o Menino para matá-Lo. Eles permaneceram cerca de quatro anos como fugitivos, desterrados no Egito, até que José foi avisado em sonho, pelo mesmo anjo, que Herodes já havia falecido.

José e Maria tiveram que fugir de sua pátria com seu pequeno filho Jesus e ficaram lá por 4 anos. Jesus passou pela experiência do desterro, junto com sua família. Jesus nos diz no Evangelho de São Mateus (Mt 25,35): "Eu era forasteiro e me acolheste".

Nossa Senhora do Desterro é um título dado à Virgem Maria, que representa a fuga da Sagrada Família para o Egito. É também conhecida como Nossa Senhora da Fuga.

Padroeira das pessoas que são obrigadas a deixar sua terra natal pelos mais variados motivos, em busca de melhores condições de vida, seus devotos pedem a ela que os acompanhe durante a viagem, em situações de risco, desamparo ou sofrimento.

A devoção a Nossa Senhora do Desterro teve origem na Itália, onde é conhecida como Madonna degli Emigrati.

No ano de 1673, o fundador de Florianópolis, cidade que se chamava Desterro, hoje capital de Santa Catarina, Francisco Dias Velho, trouxe uma imagem de Nossa Senhora do Desterro para a ilha e ali construiu uma pequena capela em honra de Maria do Desterro, iniciando sua devoção no Brasil.

O Papa Pio X, quando da construção da Catedral de Florianópolis, dedicou Nossa Senhora do Desterro como Padroeira da cidade.

Existem no Brasil muitas cidades que mantém a devoção a Nossa Senhora do Desterro, com capelas e igrejas em sua homenagem.


segunda-feira, 31 de março de 2025

31 de março - SANTO PROFETA AMÓS

 

Santo Amós foi um Profeta do Antigo Testamento, autor do Livro de Amós, que profetizou em cerca de 760 a.C.

Antes de se entregar totalmente à sua religiosidade, foi pastor de ovelhas e cultivador de sicômoros (Am 7,14), nos limites do deserto de Judá.

Teve um curto ministério religioso na região de Betel e Samaria, mas foi expulso de Israel e voltou à atividade anterior.

O Senhor o enviou aos filhos de Israel, para proclamar a sua justiça e santidade divinas contra as prevaricações do seu povo.

O profeta Amós deixou claro a sua insatisfação em relação às injustiças, onde os ricos acumulavam cada vez mais para viverem em palácios, exploração dos mais fracos e subornos. 

A mensagem de Amós é principalmente um “grito por justiça”. 

Embora Amós fosse de Judá, profetizou no Reino do Norte como advertência contra sua leviana despreocupação com a lei do Senhor, que ensina a misericórdia para com os fracos e os pequenos: a justiça social. 

Sua pregação despertou tal antagonismo que ele retornou a Judá, onde registrou a sua mensagem. 

A maneira de Amós escrever indica que ele era uma pessoa culta, com profundo conhecimento de história e dos problemas de sua época.

Temas específicos da Profecia de Amós:

- A desigualdade e a injustiça social

- A despreocupação, o luxo e a falsa segurança. Israel do Norte vive seu “século de ouro”. 

O livro de Amós é dividido em:

1,2-2,16 - Oráculos contra os povos

3,1-6,14 - Oráculos contra Israel e a elite de Samaria

7,1-9,10 – Cinco visões da destruição e da salvação final (9,11-15)

Conteúdo geral da profecia de Amós:

Além de denunciar vigorosamente as injustiças sociais, o luxo, o culto falso, a satisfação ilusória, Amós prediz a catástrofe iminente. Amós chega a um choque com o rei (7,10-17). Quando Jeroboão II morre em 753, e em 745 sobe ao trono Teglat-Falasar III (745-727), onde será o começo do fim para Israel. Amós encerra sua profecia com um oráculo de esperança.

O Senhor é o leão que ruge antes de atacar a presa, e o profeta é a voz do seu rugido (3,4.8) que denuncia delitos e convida à conversão.

Fonte: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB

Os patriarcas, os profetas e outras personagens do Antigo Testamento foram, e serão sempre, venerados como santos em todas as tradições litúrgicas da Igreja Católica Apostólica Romana.


31 de março - JOSÉ, filho de Jacó e Raquel

 

Continuador do ciclo de Abraão, Isaac e Jacó, mas com uma história própria bem desenvolvida (Gn 37-50), o Patriarca José, filho preferido de Jacó, não é celebrado pelo rito romano. 

Foi vendido como escravo pelos próprios irmãos por moedas de prata (Gn 39) e se tornou governador do Egito, nomeado pelo faraó que ficou impressionado com sua sabedoria. 

Somente o faraó estava acima de José (Gn 41). Antes de morrer, José relembrou a promessa que Deus havia feito aos seus pais (Abraão, Isaac e Jacó) de que seu povo herdaria a terra prometida.

Assim, José morreu confiante na promessa do Senhor. 

Mais tarde, Moisés lembrou do desejo de José e tirou seus ossos do Egito, conforme registrado no livro do Êxodo (13,19). José foi sepultado em Siquém, em uma terra que seu pai, Jacó, havia comprado (Josué 24,32).

Os patriarcas, os profetas e outras personagens do Antigo Testamento foram, e serão sempre, venerados como santos em todas as tradições litúrgicas da Igreja Católica Apostólica Romana.


domingo, 30 de março de 2025

30 de março - NOSSA SENHORA DA SAUDADE: Rainha dos Mártires

 

A bonita e suave invocação de Nossa Senhora da Saudade é genuinamente brasileira, mas foi preciso aparecer um jornalista como Mozart Monteiro para descobri-la enclausurada no Carmelo de São José, em Petrópolis (RJ).

Entusiasmado com esta devoção de tão sublime sentimento poético, o cronista estudou-a em sua recente origem e tem se dedicado a divulgar o culto da Virgem da Saudade. 

Nossa Senhora da Saudade é um título que representa a tristeza e saudade que a Virgem Maria sentiu nos três dias incompletos em que o corpo de Jesus esteve no Sepulcro.

Esta devoção surgiu no Carmelo de Petrópolis, a 30 de março de 1918, num Sábado Santo, quando a Virgem Maria apareceu, em sonho, à Irmã Ignez do Sagrado Coração de Jesus, uma das fundadoras do Carmelo de Petrópolis.

Procurava, assim, a santa carmelita honrar a dor do Amantíssimo Coração de Maria nas 36 horas de padecimento atroz que se sucederam à morte de Jesus Cristo. É, pois, um título que corresponde ao de Senhora da Soledade, muito usado na tradição popular portuguesa e brasileira.

Naquela época, era capelão de São José o eminente teólogo brasileiro Pe. João Gualberto do Amaral. As irmãs carmelitas apresentaram-lhe a nova devoção e, após examiná-la demoradamente, o ilustre sacerdote achou que estava de acordo com a doutrina cristã.

O bispo de Mariana, D. Silvério Gomes Pimenta, em visita ao Carmelo, após elogiar o novo título da Virgem Maria, declarou que ele seria uma fonte de graças para seus devotos.

Foi então instituída a “Coroa da Saudade da Rainha dos Mártires” (aprovada pelo bispo de Niterói), espécie de terço, constituído de três mistérios, cada um constando de um “Pai-Nosso” e doze “Lembrai-vos”, somando, portanto, esta última oração o número 36, correspondente às horas de sofrimento da Mãe Celestial. 

Na medalha de Nossa Senhora que finaliza a coroa, rezam-se três “Aves Marias” e uma súplica especial à Rainha dos Mártires.

A única imagem de Nossa Senhora da Saudade encontra-se na clausura do Carmelo de São José, em Petrópolis. Esculpida em Paris, em mármore Carrara, mede 1,66 m de altura, sem contar o globo terrestre que fica aos pés da Virgem.

No Santuário, sobre a estátua, pode-se ler a comovente inscrição: -“Vinde a Ela, vós todos que sofreis, vós todos que chorais; e Ela vos consolará”.

Esta imagem, feita por célebre escultor francês, representa perfeitamente a saudade intensa da Mãe de Deus suportada no sábado, após a Paixão do seu Divino Filho, e os dizeres colocados sobre ela simbolizam a confiança que devemos ter na infinita bondade da Rainha dos Mártires.

Maria é representada com o globo terrestre aos seus pés, a cabeça inclinada para baixo adornada por uma coroa de ouro, um semblante triste e deixa transparecer um sorriso melancólico com a certeza da ressurreição de seu Filho; sua mão esquerda apoiada sob o peito transpassado por um punhal e a mão direita segurando a Coroa da Saudade, também de ouro; uma espécie de terço com três mistérios, cada mistério contém um ‘Pai Nosso’ e doze ‘Lembrai-vos’; este número corresponde às 36 horas de sepulcro de Jesus e sofrimento de Maria.


Fonte: https://www.carmelosaojosepetropolis.com/nossa-senhora-da-saudade

As fotos do site são de propriedade de Roberta L.P. Armelin


Domingo, 30 de março de 2025 - 4º Domingo da Quaresma, Ano C – Domingo Laetare

 

ORAÇÃO
“Ó Deus, que por vossa Palavra realizais de modo admirável a reconciliação do gênero humano, concedei ao povo cristão correr ao encontro das festas que se aproximam, cheio de fervor e exultando de fé.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.”


30 de março - SÃO JOÃO CLÍMACO

 

São João Clímaco, asceta e monge, formou-se no mosteiro do Monte Sinai, no Egito, e viveu mais como eremita, sem jamais se descuidar do próximo. 

Como abade da sua comunidade, escreveu grandes obras doutrinais, com instruções aos monges, das quais a mais famosa é “A escada do Paraíso”, no qual apresenta o caminho da perfeição espiritual na forma de uma escada de trinta graus na subida da alma para Deus, o que lhe mereceu o sobrenome de «Clímaco».

A escada do Paraíso” pode ser definida como um verdadeiro Tratado de Vida Espiritual, porque indica como atingir o amor perfeito. Com efeito, João desenvolve um caminho de trinta degraus - correspondente aos anos da vida particular de Cristo – que se articula em três etapas. 

Nas últimas páginas da "A Escada do Paraíso", João Clímaco escreve: “A primeira virtude é parecida com um raio; a segunda, com a luz; e a terceira com um círculo”. 

Ele conclui sua obra exaltando a caridade como “mãe da paz, fonte de sabedoria e raiz da imortalidade e da glória... estado dos anjos e vantagem do século”.


terça-feira, 25 de março de 2025

Terça-feira, 25 de março de 2025 - Anunciação do Senhor, Solenidade, Ano C

 

ORAÇÃO
“Senhor nosso Deus, que, na vossa benigna providência, quisestes que o vosso Verbo assumisse verdadeira carne humana no seio da Virgem Maria, concedei-nos que, celebrando o nosso Redentor como verdadeiro Deus e verdadeiro homem, mereçamos também nós participar da sua natureza divina.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.”


25 de março - ANUNCIAÇÃO DO SENHOR, SOLENIDADE

 

Para fazer memória do anúncio feito pelo anjo Gabriel a Maria, a Igreja proclamou o dia 25 de março como a Solenidade da Anunciação do Senhor.

Ao celebrar a Solenidade da Anunciação do Senhor, a Igreja convida os cristãos a renderem graças pela disponibilidade de Nossa Senhora, ao responder o seu sim aos desígnios de Deus.

Na Anunciação do Senhor, lembramos que o Arcanjo Gabriel anunciou a Maria que ela seria a Mãe do Salvador. Graças ao "sim" da Virgem, a encarnação do Filho de Deus ocorreu no ventre de Nossa Senhora.

A Anunciação tem a categoria de solenidade, ou seja, a sua celebração tem precedência sobre todas as festas e memórias que possam acontecer dos santos ou beatos.

Na cidade de Nazaré, o Anjo do Senhor anunciou a Maria: «Conceberás e darás à luz um filho, que será chamado Filho do Altíssimo», e Maria respondeu, dizendo; «Eis a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra». E assim, chegada a plenitude dos tempos, o Filho Unigênito de Deus, que existia antes da criação do mundo, por nós homens e para a nossa salvação encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria e Se fez homem.

A solenidade da “Anunciação do Senhor” é uma festa natalina, embora não seja celebrada na época de Natal, porque aconteceu nove meses antes do Nascimento de Jesus, com a sua encarnação no seio da Virgem Maria. 

O "Fiat" de Maria transforma a humilde casa da "sua" vida em Casa de Deus, tornando-se Tabernáculo do Santíssimo Jesus. Era suficiente um simples "Eis-me aqui", apenas um sinal de disponibilidade para confiar na ação do Espírito. Desta forma, Deus entrou na história, aceitando tornar-se história na vida de todos os que disseram e continuarão a dizer seu "Eis-me aqui"!

A comemoração tem origem nos primeiros séculos do cristianismo. A solenidade litúrgica difundiu-se na época de Justiniano, no século VI e foi introduzida na Igreja romana pelo Papa Sérgio I no final do século VII.

Por ser uma festa, que diz respeito ao Senhor Jesus e à sua entrada na história, a nova disposição litúrgica preferiu comemorá-la com o título de "Anunciação do Senhor", para diferenciá-la da festa popular da Anunciação de Maria.


25 de março - NOSSA SENHORA DO SIM

 

Nossa Senhora do Sim é venerada na Paróquia do Divino Espírito Santo, no bairro Bela Vista, na cidade de São Paulo.

Trata-se de uma devoção recente, propagada pelo Padre jesuíta italiano Virgínio Rotondi, fundador do movimento "Oásis", surgido em Roma, na Itália, em 1950.  Sua festa ocorre no dia 25 de março.

O SIM de Maria tem um tríplice significado:
Maria confia em Deus; confia-se a Ele; abandona-se a Ele.
Deixa-O fazer; deixa-se fazer, porque confia em Deus;
declara-se disposta a fazer, a seguir o mais pequeno aceno d’Ele.
(Padre Rotondi, Ascolta si fa sera)

Este título celebra o momento em que a jovem de Nazaré, numa atitude de entrega e submissão, deu seu "sim" generoso a Deus, que a escolheu para ser a Mãe do Redentor. Nossa Senhora do Sim é a mesma Virgem do "Fiat", a Serva do Senhor.

Quem não sente no coração uma espécie de arrepio ao pensar naquele encontro sagrado entre Nossa Senhora e o Arcanjo Gabriel, na Anunciação?

E o que sente o coração ao deixar que ressoe o Sim de Maria, o seu Fiat? A palavra latina Fiat pode ser traduzida por “faça-se”, verbo tão significativo e que tão bem espelha o coração de Maria: disponível, aberto, confiante na ação do Espírito de Deus.

O seu Sim foi dado a Deus mediante o seu mensageiro, mas continua a ser proclamado por Ela ainda hoje, pois sua missão na Igreja segue sendo a de gerar novos filhos para Deus, novos membros para a Igreja.

Este “faça-se” tão forte e decidido, cheio de fé, de esperança e de amor, o seu Sim ao Arcanjo, deu origem à devoção de Nossa Senhora do Sim.

O sim de Maria é paradigmático, um exemplo para todos nós. Inspira-nos e nos motiva a darmos o nosso sim a Deus nos momentos de dificuldade, como também nos momentos de luz e consolo; a darmos o sim mesmo com medo e inseguranças, fundamentados na confiança que nos dá o dom da fé em Deus. Mas também nos ensina a dizer não ao mal, à injustiça e à mentira.

Fonte: https://www.a12.com/academia/titulos-de-nossa-senhora?s=nossa-senhora-do-sim