sexta-feira, 7 de abril de 2023

08 de abril - SÁBADO DE ALELUIA (SÁBADO SANTO) - TRÍDUO PASCAL - VIGÍLIA PASCAL


Na noite deste grande Sábado, a Igreja se reúne na mais solene de suas vigílias para celebrar a Ressurreição do Senhor.

A Igreja Católica faz a Vigília Pascal, onde é lembrada a “descida de Jesus à mansão dos mortos”.

O Sábado Santo não é um dia vazio, em que “nada acontece”. Nem uma duplicação da Sexta-feira Santa. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo que pode ir uma pessoa. O próprio Jesus está calado. Ele, que é Verbo, a Palavra, está calado. Depois de Seu último grito na cruz – “Por que me abandonaste?” –, Ele cala no sepulcro agora. Descanse: “tudo está consumado!”.



No Sábado Santo, a Igreja fica em silêncio: os sinos não tocam, as igrejas são despojadas e vazias. No dia de hoje, um grande silêncio envolve a terra; um grande silêncio e uma grande serenidade, porque o Rei adormeceu.

Nesta noite santíssima, a “Igreja aguarda, vigilante, a ressurreição de Cristo e a celebra com os Sacramentos":

Uma grande variedade de elementos simbólicos expressa a passagem das trevas para a luz, da morte para a vida nova na Ressurreição do Senhor: o fogo, o círio, a água, o incenso, a música e os sinos…


Bênção do fogo – Fora da Igreja, prepara-se a fogueira. Estando o povo reunido em volta dela, o sacerdote abençoa o fogo novo. Em seguida, o Círio Pascal é apresentado ao sacerdote. Com um estilete, o padre faz nele uma cruz, dizendo palavras sobre a eternidade de Cristo. Assim, ele expressa, com gestos e palavras, toda a doutrina do império de Cristo sobre o cosmos, exposta em São Paulo. O fogo é o Espírito Santo, aceso por Cristo nos corações dos fiéis.


Lucernáriobênção do fogo novo, acendimento do Círio Pascal e entrada na igreja, até ao canto do Exultet.

Liturgia batismal: celebração do Batismo aos adultos ou da “água lustral”, seguida da renovação das promessas batismais e da aspersão com água benta. A água significa o caminho para a vida nova em Cristo, fonte da vida. 

Liturgia eucarística: a celebração deste sacramento torna-nos contemporâneos de Jesus e do seu mandamento: “Fazei isto em memória de mim”; “Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição! Vinde, Senhor Jesus!


Vigília Pascal – Durante o Sábado Santo, a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando Sua Paixão e Morte, Sua descida à mansão dos mortos, esperando na oração e no jejum, Sua Ressurreição. Todos os elementos especiais da vigília querem ressaltar o conteúdo fundamental da noite: a Páscoa do Senhor, Sua passagem da morte para a vida. A celebração acontece no sábado à noite. É uma vigília em honra ao Senhor.

Procissão do Círio Pascal – As luzes da igreja devem permanecer apagadas. O diácono toma o Círio e o ergue, por algum tempo, proclamando: “Eis a luz de Cristo!”. Todos respondem: “Demos graças a Deus!”. Os fiéis acendem suas velas no fogo do Círio Pascal e entram na igreja. O Círio, que representa o Cristo Ressuscitado, a coluna de fogo e de luz que nos guia pelas trevas e nos indica o caminho à terra prometida, avança em procissão. A luz do Círio é sinal de Cristo, luz do mundo, que irradia e inunda tudo.

Proclamação da Páscoa – O povo permanece em pé com as velas acesas. O presidente da celebração incensa o Círio Pascal. Em seguida, a Páscoa é proclamada. Esse hino de louvor, em primeiro lugar, anuncia a todos a alegria da Páscoa, a alegria do Céu, da Terra, da Igreja, da assembleia dos cristãos. Essa alegria procede da vitória de Cristo sobre as trevas. Terminada a proclamação, apagam-se as velas.

Liturgia da Palavra: sete leituras do Antigo Testamento, uma de São Paulo e, por último, o Evangelho da Páscoa. Trata-se da história da salvação: Deus mostra a sua fidelidade ao seu povo. Nesta noite, a comunidade cristã se detém mais que o usual na proclamação da Palavra. As leituras da vigília têm uma coerência e um ritmo entre elas. A melhor chave é a que nos deu o próprio Cristo: “E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes (aos discípulos de Emaús) o que dele se achava dito em todas as Escrituras” (Lc 24, 27).

O Domingo de Páscoa começa com a celebração na noite do Sábado Santo. 


07 de abril - SEXTA-FEIRA SANTA - TRÍDUO PASCAL - PAIXÃO DO SENHOR

Sexta-feira Santa, também conhecida como “Sexta-feira da Paixão”. 

Neste dia, os cristãos lembram a Paixão e Morte de Jesus Cristo. Uma antiga tradição reserva para esse dia a proclamação da Paixão segundo São João como momento culminante da liturgia da Palavra.

Trata-se de um dia de luto, acompanhado de "jejum". A liturgia é composta de três momentos: Liturgia da Palavra, Adoração da Cruz e Comunhão.

A liturgia da Sexta-feira Santa começa com o sacerdote prostrado no chão. É a postura de Jesus no Horto das Oliveiras. Todos os pecados dos homens, todas as suas dores e a sua solidão, recaíam sobre Ele; então ele se dirige a Deus Pai para obter d’Ele a força para enfrentar este momento decisivo. 

Com a Paixão de Jesus, segundo o Evangelho de João, contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que o transpassou o lado. Ao pé da cruz, a mãe dolorosa é acompanhada por algumas mulheres e um adolescente. Há um ato simbólico muito expressivo e próprio deste dia: a veneração da Santa Cruz, momento em que esta é apresentada solenemente à comunidade. 

A tarde da Sexta-feira Santa apresenta o drama incomensurável da morte de Cristo no Calvário. A cruz, erguida sobre o mundo, segue de pé como sinal de salvação e esperança. Jesus foi apresentado ao governador romano e a acusação vira política. Embora seja reconhecido como inocente, Jesus é condenado à crucificação. 

Após a proclamação da Paixão e da oração universal, a liturgia dirige a sua atenção para a adoração da Santa Cruz, um gesto de fé e de proclamação da vitória de Jesus sobre o demônio, o pecado e a morte.


quinta-feira, 6 de abril de 2023

06 de abril - QUINTA-FEIRA SANTA - TRÍDUO PASCAL - CEIA DO SENHOR

Pela manhã, a Igreja, numa solene celebração eucarística presidida pelo Bispo, reunir-se-á para celebrar a memória da instituição do ministério sacerdotal. Nesta celebração ficará visível o rosto da Igreja que, presidida pelo Bispo tendo ao seu redor os seus padres e diáconos, com todo povo santo de Deus, celebra a Eucaristia. Também nessa ocasião, os padres renovarão suas promessas sacerdotais de servir a Deus e ao seu povo.

Ainda na quinta feira da Semana Santa (à tarde ou à noite), a Igreja se reunirá mais uma vez, agora para abrir solenemente o Tríduo Pascal, com a celebração da Ceia do Senhor, memorial do sacrifício de Cristo na Cruz. Na ocasião, recordaremos o gesto de Jesus de lavar os pés dos discípulos indicando-lhes o mandamento do amor. A celebração se concluirá com a trasladação do Santíssimo Sacramento para o altar da reposição. A partir deste momento a Igreja permanecerá em vigília de oração, pois o Senhor, após a Ceia celebrada com os discípulos, será entregue aos que irão condená-lo.

A partir do século IV, O TRÍDUO PASCAL COMEÇA COM A MISSA “IN COENA DOMINI” E ENCONTRA SEU ÁPICE NA VIGÍLIA PASCAL. Começa na quinta-feira à noite, porque, segundo os judeus, o dia começava já na noite anterior. Jesus celebrou a festa judaica da Páscoa, com seus discípulos, em memorial da libertação do Povo de Israel da escravidão no Egito. Durante este banquete, Jesus instituiu a Eucaristia, sacramento da salvação, e o sacerdócio ministerial. Jesus realizou um gesto, que revela o "sentido" mais profundo do que acabava de celebrar: o lava-pés, ou seja, serviço, amor.

Cerimônias litúrgicas da Quinta-feira Santa: BÊNÇÃO DOS SANTOS ÓLEOS (do Crisma, dos Catecúmenos e dos Enfermos); LAVA-PÉS (recorda a última ceia do Senhor); INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA (memória da Última Ceia) e INSTITUIÇÃO DO SACERDÓCIO (“Fazei isto em memória de mim”).

SANTOS ÓLEOS – Uma das cerimônias litúrgicas da Quinta-feira Santa é a bênção dos santos óleos usados durante todo o ano pelas paróquias. São três os óleos abençoados nesta celebração: o do Crisma, dos Catecúmenos e dos Enfermos. Ela conta com a presença de bispos e sacerdotes de toda a diocese. É um momento de reafirmar o compromisso de servir a Jesus Cristo.

LAVA-PÉS– O Lava-pés é um ritual litúrgico realizado, durante a celebração da Quinta-feira Santa, quando recorda a última ceia do Senhor. Jesus, ao lavar os pés dos discípulos, quer demonstrar Seu amor por cada um e mostrar a todos que a humildade e o serviço são o centro de Sua mensagem; portanto, esta celebração é a maior explicação para o grande gesto de Jesus, que é a Eucaristia. O rito do lava-pés não é uma encenação dentro da Missa, mas um gesto litúrgico que repete o mesmo gesto de Jesus. O bispo ou o padre, que lava os pés de algumas pessoas da comunidade, está imitando Jesus no gesto; não como uma peça de teatro, mas como compromisso de estar a serviço da comunidade, para que todos tenham a salvação, como fez Jesus.

INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA – Com a Santa Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde ou na noite da Quinta-feira Santa, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e faz memória da Última Ceia, quando Jesus, na noite em que foi traído, ofereceu ao Pai o Seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou aos apóstolos para que os tomassem, mandando-os também oferecer aos seus sucessores. A palavra “Eucaristia” provém de duas palavras gregas “eu-cháris”, que significa “ação de graças”, e designa a presença real e substancial de Jesus Cristo sob as aparências de Pão e Vinho.

INSTITUIÇÃO DO SACERDÓCIO – A Santa Missa é, então, a celebração da Ceia do Senhor, quando Jesus, num dia como hoje, véspera de Sua Paixão, “durante a refeição, tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: ‘Tomai e comei, isto é meu corpo’.” (cf. Mt 26,26). Ele quis, assim como fez na última ceia, que Seus discípulos se reunissem e se recordassem d’Ele abençoando o pão e o vinho: “Fazei isto em memória de mim”. Com essas palavras, o Senhor instituiu o sacerdócio católico e deu-lhes poder para celebrar a Eucaristia.



 

domingo, 2 de abril de 2023

02 de abril - DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR

 

ANO A - PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO segundo Mateus 26,14-27,66

PROCISSÃO DE RAMOS segundo Mateus 21,1-11

Festa cristã que celebra o episódio bíblico que narra a chegada triunfante de Jesus Cristo em Jerusalém, sendo saudado por ramos de palmeiras pelos seus seguidores.

O Domingo de Ramos, também conhecido como Domingo da Paixão, representa o grande portal pelo qual entramos na Semana Santa, tempo em que contemplamos os últimos momentos da vida de Jesus. Semana que representa o "coração" do mistério pascal, quando Jesus dá a sua vida pela nossa salvação: Jesus fez-se homem por amor e por amor deu a vida. Com a sua obediência, Jesus demonstra seu amor ao Pai e aos homens, que veio salvar.

Com a celebração do Domingo de Ramos e da Paixão, iniciamos a “semana maior” da Liturgia da Igreja, recordando os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Portanto, com este Domingo, já iniciamos a celebração da Páscoa deste ano.

Hoje recordamos a entrada de Cristo em Jerusalém para celebrar a sua Páscoa. Vamos repetir um rito que o povo da antiga aliança costumava realizar durante a chamada “festa das tendas”, levando ramos nas mãos, significando a esperança da chegada do Messias. Hoje somos nós que também erguemos nossos ramos em procissão, reconhecendo que o Messias tão esperado está no meio de nós e, olhando para Jesus, aclamaremos: “Hosana, ao Filho de Davi”. Vale lembrar que o “Domingo de Ramos” é também é “Domingo da Paixão”. O mesmo Jesus aclamado festivamente na entrada de Jerusalém será também levado aos tribunais, condenado e crucificado, experimentando a humilhação do Servo do Senhor em vista de nossa salvação.




02 de abril é o dia de NOSSA SENHORA DO DESTERRO (Madonna degli Emigrati): A Mãe dos Imigrantes


O título de Nossa Senhora do Desterro é pontuado na Bíblia no Evangelho de São Mateus (Mt 2,13-23), onde um anjo aparece em sonho a José, pedindo para que ele e sua família fugissem para o Egito, por conta da perseguição do Rei Herodes, que procurava o Menino para matá-Lo. Eles permaneceram cerca de quatro anos como fugitivos, desterrados no Egito, até que José foi avisado em sonho, pelo mesmo anjo, que Herodes já havia falecido.

ORAÇÃO:

“Ó Bem Aventurada Virgem Maria, Mãe do Nosso Senhor Jesus Cristo, Salvador do Mundo, Rainha do Céu e da Terra, advogada dos pecadores, auxiliadora dos cristãos, protetora dos pobres, consoladora dos tristes, amparo dos órfãos e viúvas, alívio das almas que penam, socorro dos aflitos, desterradora das indigências, das calamidades, dos inimigos corporais e espirituais, da morte cruel, dos tormentos eternos, de todo bicho e animal peçonhento, dos maus pensamentos, dos sonhos pavorosos, das cenas terríveis e visões espantosas, do rigor do dia do juízo final, das pragas, dos incêndios, desastres, bruxarias e maldições, dos malfeitores, ladrões, assaltantes e assassinos. Minha amada Mãe, eu prostrado agora aos vossos pés, com piedosíssimas lágrimas, cheio de arrependimento das minhas pesadas culpas, por vosso intermédio imploro perdão a Deus infinitamente Bom. Rogai a vosso Divino Filho Jesus, por nossas famílias, para que Ele desterre de nossas vidas todos estes males, nos dê o perdão de nossos pecados e nos enriqueça com Sua Divina Graça e misericórdia. Cobri-nos com vosso Manto maternal, ó Divina Estrela dos Montes. Desterrai de nós todos os males e maldições. Afugentai de nós a peste e os desassossegos. Possamos, por vosso intermédio, obter de Deus a cura de todas as doenças, encontrar as portas do Céu abertas, e convosco ser felizes por toda a eternidade. Amém.”

Nossa Senhora do Desterro, rogai por nós que recorremos a Vós.



  

quinta-feira, 30 de março de 2023

30 de março é dia de NOSSA SENHORA DA SAUDADE: Rainha dos Mártires

A invocação de Nossa Senhora da Saudade é genuinamente brasileira. Segundo o escritor brasileiro, Mozart Monteiro, esta devoção surgiu no Carmelo de Petrópolis, a 30 de março de 1918, num Sábado Santo, por iniciativa da Irmã Inês do Sagrado Coração, inspirada na saudade imensa que a Virgem Maria teve de seu Divino Filho nos três dias incompletos em que Ele esteve encerrado no sepulcro. Procurava, assim, a santa carmelita honrar a dor do Amantíssimo Coração de Maria nas 36 horas de padecimento atroz que se sucederam à morte de Jesus Cristo. A única imagem de Nossa Senhora da Saudade encontra-se na clausura do Carmelo de São José, em Petrópolis. Esculpida em Paris, em mármore Carrara, mede 1,66 m de altura, sem contar o globo terrestre que fica aos pés da Virgem.

ORAÇÃO:

“Lembrai-vos, ó Rainha dos Mártires, das saudades cruciantes que atormentaram o vosso Imaculado Coração durante 36 horas de sepultura do vosso divino Filho. Pelas dores acerbíssimas da vossa soledade, oh! Acendei-nos na alma o desejo de ver a Deus no Céu, e alcançai-nos, um dia, a eterna Bem-aventurança. Enquanto, porém, neste desterro peregrinamos, obtende-nos as graças que nos são necessárias para amarmos e servirmos a Jesus com fidelidade até à morte; e, se for de sua vontade adorável, impetrai-me (nos) à mercê que imploro (vos imploramos) com inteira confiança. Amém."

Nossa Senhora da Saudade, rogai por nós!


sábado, 25 de março de 2023

25 de março é dia de NOSSA SENHORA DO SIM

Nossa Senhora do Sim é venerada na Paróquia do Divino Espírito Santo, no bairro Bela Vista, na cidade de São Paulo. Trata-se de uma devoção recente, propagada pelo Padre Virgínio Rotondi, fundador do movimento "Oásis", surgido em Roma, na Itália, em 1950. O SIM de Maria tem um tríplice significado: Maria confia em Deus; confia-se a Ele; abandona-se a Ele. Deixa-O fazer; deixa-se fazer, porque confia em Deus; declara-se disposta a fazer, a seguir o mais pequeno aceno d’Ele. (Padre Rotondi, Ascolta si fa sera)

ORAÇÃO:

“Maria, Mãe de Jesus Senhora do Sim total e capaz. Na arte do serviço por amor, És mestra que ensina. Contigo aprendemos a dizer “faça-se”. Maria, Mãe da Igreja, Tu a acompanhas nos trilhos da História. Aponta-nos o caminho de teu Filho, Como em Caná outrora o fizeste. Contigo aprendemos a fazer o que Ele nos disser. Maria, Mãe da Humanidade Nova Nascida da árvore da cruz. Nova Eva, dos filhos de Deus geradora. Junto da cruz nos recebes como filhos. Agora, como Mãe, te acolhemos. Amém!"

Nossa Senhora do Sim, rogai por nós!


 

25 de março é dia de NOSSA SENHORA DA ANUNCIAÇÃO

Com o sim de Maria nasceu o título de Nossa Senhora da Anunciação, cuja festa é celebrada nove meses antes do nascimento de Cristo. O sim de Maria é como um selo que define a Aliança do povo (hebreu e cristão) com Deus, por isso marca o início da nova Aliança. Por sua disposição Maria se tornou a mais perfeita das criaturas humanas, a fonte dos maiores méritos e das melhores graças. Porque a Mãe de Deus, que acolheu a divindade em si mesma, contém em si toda a eternidade e, nesta, toda a plenitude dos tempos.

ORAÇÃO:

Todas as gerações vos proclamem bem-aventurada, ó Maria! Crestes na mensagem divina e em vós se cumpriram grandes coisas, como vos fora anunciado. Maria, eu vos louvo! Crestes na encarnação o Filho de Deus no vosso seio virginal e vos tornastes Mãe de Deus. Raiou, então, o dia mais feliz da história da humanidade e Jesus veio habitar entre nós. A fé é dom de Deus e fonte de todo bem, por isso, ó mãe, alcançai-nos a graça de uma fé viva, forte e atuante que nos santifica cada dia mais. Que possamos comunicar com a vossa vida a mensagem de Jesus que é o Caminho, a Verdade e a Vida da humanidade. Amém." 

Nossa Senhora da Anunciação, rogai por nós!


25 de março é dia de NOSSA SENHORA BENDITA

Maria é “Bendita” entre todas as mulheres, porque acreditou em tudo o que lhe foi dito da parte do Senhor e concebeu por obra do Espírito Santo. Ela é “Bendita” não só por ter sido concebida Imaculada, cheia de graça, mas também por ter cooperado com esse dom divino. Ela sempre acolheu a Palavra de Deus e a pôs em prática. Por isso, como diz o próprio Jesus, Ela é também bem-aventurada e assim hão de chamá-la todas as gerações.

ORAÇÃO:

Santa Maria, Mãe e Senhora Nossa, Bendita és Tu entre as mulheres, Porque foste escolhida para ser a Mãe de Jesus, O Filho de Deus. Cheia de Graça, Bendita e Bem-aventurada, Intercedei por nós, Para que em nossas vidas possamos Sempre bendizer a Deus com as nossas palavras e ações, Para sermos, como Tu, merecedores da divina bem-aventurança. Por Cristo, Nosso Senhor, Amém." 

Nossa Senhora Bendita, rogai por nós!

25 de março é dia da Solenidade da ANUNCIAÇÃO DO SENHOR

A solenidade da “Anunciação do Senhor” é uma festa natalina, embora não seja celebrada na época de Natal, porque aconteceu nove meses antes do Nascimento de Jesus, com a sua encarnação no seio da Virgem Maria.

O "Fiat" de Maria transforma a humilde casa da "sua" vida em Casa de Deus, tornando-se Tabernáculo do Santíssimo Jesus. Era suficiente um simples "Eis-me aqui", apenas um sinal de disponibilidade para confiar na ação do Espírito. Desta forma, Deus entrou na história, aceitando tornar-se história na vida de todos os que disseram e continuarão a dizer seu "Eis-me aqui"!