quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

09-01-13: 3ª noite de formação, promovida pelo Ministério da Palavra, do Vicariato de Canoas, onde estamos estudando o DOC 195, do Papa Bento XV, "PORTA FIDEI"


Este ano será uma ocasião propícia a fim de que todos os fiéis compreendam mais profundamente que o fundamento da fé cristã é “o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo”. [1] Fundamentada no encontro com Jesus Cristo ressuscitado, a fé poderá ser redescoberta na sua integridade e em todo o seu esplendor.

“Também nos nossos dias a fé é um dom que se deve redescobrir, cultivar e testemunhar” para que o Senhor “conceda a cada um de nós viver a beleza e a alegria de sermos cristãos”[2].



































































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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

sábado, 5 de janeiro de 2013

Tempo do Natal - Epifania do Senhor - Mt 2,1-12


Seguindo uma estrela

Continuamos celebrando o nascimento do Filho de Deus na cidadezinha de Belém. 

Não é por acaso que Jesus não nasce em Jerusalém, centro de poder político e religioso, senão na periferia, num lugar pobre, cujo único orgulho possível era ser a terra natal de Davi, algo que se perdia no tempo e jazia quase esquecido.

Dela o profeta Miquéias já falava: "Mas você Belém de Éfrata, tão pequena entre as principais cidades de Judá. É de você que sairá para mim aquele que há de ser o chefe de Israel" (5,1-2).

É sem dúvida questionador que Deus tenha escolhido para nascer entre os pobres, que a irrupção de Deus na historia da humanidade tenha acontecido no silêncio e solidão de uma gruta, sendo testemunha o céu e os pequenos da terra.

Por que o Deus escondido, que quis  se dar a conhecer em Jesus, o faz de forma tão humilde, tão despercebida, tão humana? (Rm 16, 26).

Talvez seja para que o busquemos, para que saiamos ao seu encontro...Ele não impõe a sua Presença, só se apresenta de diferentes maneiras, a mais humilde, plena e terna é em seu Filho Jesus.

Deus nos criou para Si, toda pessoa humana leva dentro de si o desejo de Deus, de conhecê-lo, de se encontrar com Ele, de uma vida em plenitude, de um amor infinito. Todo ser humano leva a marca da eternidade que o impulsiona sair de si em busca dela!

Como reza poeticamente Santo Agostinho: "Fizeste nosso coração para ti e inquieto andar o nosso coração enquanto não repousa em ti".

Essa sede de eternidade, essa busca, muitas vezes sem saber, de Deus, é a estrela que cada um de nós leva dentro. É a presença do Espírito que nos movimenta, que nos põe em caminho a Deus, como a aqueles magos de Oriente que hoje Mateus cita no seu evangelho.

O importante não é saber se eles existiram o não, e sim descobrir a riqueza de mensagens que este episódio quer transmitir.

Deus nos ama, vem ao nosso encontro na pessoa de Jesus e infunde seu Espírito em nós para que iluminados pela sua presença possamos livremente sair na sua busca e viver a alegria de ser encontrados por Ele!

Podemos perguntar-nos como é possível reconhecer a presença do Espírito?

Uma das maneiras mais simples é através dos presentes que ele nos dá, e um deles é a alegria (Gl 5,22). Por isso é que o evangelho nos diz que "ao verem de novo a estrela, os magos ficaram radiantes de alegria".

Reconhecemos a presença do Espírito em nós? Em que momentos? Façamos agora uma singela oração ao Espírito que nos habita, agradecendo a sua Presença e pedindo-Lhe que sejamos dóceis a sua condução!

É importante reconhecer a ação do Espírito, para poder colaborar com ele, se aderir a ele. Jesus mesmo no evangelho de João nos diz que o Espírito nos conduzirá a verdade plena (Jo 16,13), que é Ele! (Jo 14,6).

O seja Deus atua em nós, mas requer de nossa disponibilidade, cada um de nós pode optar entre seguir a voz do Espírito de liberdade ou seguir outras vozes que nos levam a escravidão do poder, do medo, do egoísmo, da infidelidade...

Os magos são fieis ao caminho que sinaliza a estrela e descem de Jerusalém a Belém. Finalmente a estrela parou e eles, são envolvidos no mistério de Deus que se fez presente numa criança: "viram o menino com Maria, sua mãe".

Reconhecem nele o Messias esperado de todos os tempos, o Salvador de toda a humanidade, ao vê-Lo, se ajoelham, o adoram, o amam!


Depois, não voltam para Jerusalém, senão que partem para suas terras para comunicar que tinham visto, encontrado o Salvador.

Junto com os magos tenhamos uma atitude de adoração e acolhida do mistério de Deus que se nos comunica na gruta de Belém, e assim "cheios" do Espírito Santo possamos exclamar olhando ao menino: É o Senhor! (1Cor 12,3).

O encontro com Jesus nos leva a partir para uma nova vida, no lugar onde cada um/a vive, trabalha, estuda...ali ser comunicadores da ternura e do Amor de Deus que se faz presente na fragilidade de uma criança!


Referencias
BORTOLONI, José. Tire suas dúvidas sobre a Bíblia. São Paulo: Paulus, 1997.
STEIN, Edith. La mística della Croce. Antologia organizada por W. Herbstrith. Roma: Cittá Nuova, 1991.
SUSIN, Luiz Carlos. Jesus Filho de Deus e Filho de Maria. São Paulo: Paulinas, 1997.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O Ano Novo chegou a esta estação...

“Se não puder ser o maquinista, seja seu mais divertido passageiro.


Procure um lugar próximo à janela, desfrute cada uma das paisagens que o tempo lhe oferecer, com o prazer de quem realiza a primeira viagem.


Não se assuste com os abismos, nem com as curvas que não lhe deixam ver os caminhos que estão por vir...


Procure curtir a viagem da vida, observando cada arbusto, cada riacho, beirais de estrada e tons mutantes de paisagem.


Desdobre o mapa e planeje roteiros.


Preste atenção em cada ponto de parada, e fique atento ao apito da partida.


E quando decidir descer na estação onde a esperança lhe acenou, não hesite.

Desembarque nela... os seus sonhos!


Desejamos que a sua viagem pelos dias de 2013 seja de...
PRIMEIRA CLASSE!!!"



fonte: http://petiscoblog.blogspot.com.br/2011/01/o-ano-novo-chegou-esta-estacao.html

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Natal do Senhor




Nossa Igreja celebra com a solenidade do Natal a manifestação do Verbo de Deus aos homens. É este de fato o sentido espiritual que decorre da própria liturgia, que oferece para a nossa meditação o nascimento eterno do Verbo (O FILHO, JESUS).

Embora seja uma das festas religiosas mais conhecidas no mundo, o Natal tem suas origens em cultos pagãos de adoração ao sol, que, no Hemisfério Norte, aconteciam durante o solstício de inverno.

Nessa época, as noites são longas e frias, por isso, a volta do Sol, trazendo luz e calor, era festejada com músicas e danças. 

Nesta ocasião os escravos recebiam presente dos seus senhores e eram convidados a sentarem à mesa como cidadãos livres. 

O cristianismo deu um significado novo a esta festa, ao celebrar o nascimento daquele que é o verdadeiro SOL, a LUZ DO MUNDO, Dia que rompe nas trevas. 

Hoje é o dia de todos nós que acreditamos na vida, na força do amor, na comunhão e na fraternidade universal.

A tradição da troca de presentes nasceu das oferendas dos Magos ao Menino Jesus e a ela, muito mais tarde, foi incorporada a figura de Papai Noel, que acabou se tornando um autêntico símbolo de Natal. 

Os presentes trazidos pelo bom velhinho ganharam assim, um valor especial de demonstração de afeto e estima. O presenteado reassegura-se de que é amado pelo semelhante.


Fonte: http://arquidiocesepoa.org.br/ps.asp

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

CRUZ PEREGRINA RETORNA À CANOAS


C O N V O C A Ç Ã O

Todos os Ministros da Palavra, do Vicariato de Canoas, estão convocados para o compromisso da prática da Leitura Orante da Bíblia sobre o Ano da Fé e a Porta da Fé no dia 22/12/12 - na Paróquia N. Sª do Caravaggio, em Canoas, das 15 as 16:30 horas.

A Cruz Peregrina  retornou ao Estado, devido a problemas alfandegários com o Chile.  Como o Paraná irá recebê-la no mês de janeiro, neste mês de dezembro o Estado do Rio Grande do Sul assumiu a sua permanência.  Assim, desde o dia 22/12 as 10 horas até as 10 horas do dia 23/12,  a Cruz Peregrina estará na Paróquia Nossa Senhora do Caravaggio, com a seguinte programação:

9:30h    CHEGADA DA CRUZ PEREGRINA
10:00h  TERÇO COMUNITÁRIO COM PROCLAMAÇÃO DA PALAVRA
12:00h  SILÊNCIO TOTAL
14:00h  RECEPÇÃO AOS CARENTES DA COMUNIDADE
14:30h  ACOLHIDA DOS JOVENS DO VICARIATO
15:00h  LEITURA ORANTE COM O MINISTÉRIO DA PALAVRA
16:30h  EXPLICAÇÃO DA CRUZ (Diácono Rodrigo)
17:00h  VISITA A CASA DE ACOLHIDA DOS DEPENDENTES QUÍMICOS
18:30h  CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA

domingo, 2 de dezembro de 2012

Lc 21,25-28.34-36 - Como alcançar essa felicidade? A felicidade de esperar

A partir do primeiro domingo do Advento, iniciamos o ciclo C do Ano Litúrgico, o qual segue o evangelho de Lucas.


Advento: não é esperar o Senhor, ele já está aqui. Mas é reconhecê-lo, hoje, no nosso mundo. E como reconhecê-lo?

A reflexão é de Raymond Gravel, padre da arquidiocese de Quebec, Canadá, publicada no sítio Réflexions de Raymond Gravel, comentando as leituras do 1° Domingo de Advento (2 de dezembro de 2012). A tradução é de Susana Rocca.


1. Celebrar o Advento. 

Que podemos dizer? Essa palavra, que significa chegada, vinda, espera, convida-nos à esperança, isto é, ao desejo de que esse mundo novo, tão esperado depois de séculos, aconteça. Mas o que esperamos exatamente? O Senhor? Não! Ele já veio e ele está ainda aqui! Uma senhora escreve: O Advento... Esperar o Senhor quando ele está ainda aqui? Esperá-lo... não será melhor reconhecê-lo, descobrir seu rosto nos sinais dos tempos, nas belezas e nas luzes do nosso mundo, apesar das fealdades e das sombras? Sim, é isso o Advento: não é esperar o Senhor, ele já está aqui. Mas é reconhecê-lo, hoje, no nosso mundo. E como reconhecê-lo? Vejamos o que São Paulo e São Lucas nos dizem.

2. Crescimento no amor. 

São Paulo, na sua primeira carta aos Tessalonicenses, escrita no ano 51 d.C., convida os cristãos desta comunidade para o amor entre eles e para com a humanidade: Que o Senhor os faça crescer e aumentar no amor mútuo e para com todos, assim como é o nosso amor para com vocês (1Ts 3,12). Mas esse amor só é possível na aceitação das nossas diferenças e no respeito a nossa dignidade humana. Como poder amar o outro, diferente de nós, se não aceitamos que ele seja o que ele é? Se cada um possui a sua verdade e tenta impô-la aos outros, o amor não é possível. É o começo da guerra das religiões, é a fonte de todas as desigualdades, é o começo da opressão, é o drama do ostracismo e da exclusão.

Mas como falar no crescimento do amor se as religiões ignoram a fé que tem como fundamento o amor? Lembremo-nos do que São Paulo nos diz sobre o amor: Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e dos anjos, se eu não tivesse o amor, seria como sino ruidoso ou como címbalo estridente. Ainda que eu tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência; ainda que eu tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tivesse o amor, eu não seria nada. Ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos famintos, ainda que entregasse o meu corpo às chamas, se não tivesse o amor, nada disso me adiantaria (1Co 13,1-3).

E eis aqui a definição que é dada: O amor é paciente, o amor é prestativo; não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (1 Co 13,4-7). E o amor é tão importante que, na sua conclusão, São Paulo acrescenta: Agora, portanto, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. A maior delas, porém, é o amor (1 Co 13,13). Para nós, cristãos, que celebramos mais uma vez o Advento, lembremos que Cristo veio e que ele está ainda aqui, é a encarnação perfeita do Amor, e nada pode detê-lo, nem mesmo os homens e os povos e eu acrescentaria nem mesmo a Igreja que pretende falar em seu nome.

3. O Amor tem por nome Cristo Jesus. 

Neste trecho de teor apocalíptico do evangelho de Lucas que temos hoje, o autor que escreve entorno dos anos 85-95 d.C. viveu as grandes mudanças que ele anuncia. No ano 70 d.C., Tito e as legiões romanas saquearam Jerusalém, roubaram, incendiaram e reduziram a Terra Santa a um anexo do Império. Doravante, não é mais Jerusalém o coração da Igreja, mas sim Roma, lá de onde Pedro e Paulo vêm semeando o Evangelho sob o preço da própria vida. Alguns cristãos da comunidade de Lucas não compreenderam ainda o que acabava de acontecer. Eles têm a impressão que a ruína de Jerusalém é, ao mesmo tempo, a ruína do cristianismo e o fim da Igreja. E a questão que eles se perguntam é a seguinte: Será que Jesus não se enganou? Será que ele não cometeu algum um erro?

Esse texto de Lucas quer reorientar a situação. Ele focaliza as coisas e convida aos cristãos de seu tempo a acordar. Se Jesus fala aos seus discípulos da sua vinda, é porque ele já veio e está entre eles. Então, o que está sendo anunciado é uma inversão completa que deve acontecer com a sua vinda, que se caracteriza pelo nascimento de um mundo novo, na manhã da Páscoa, através das catástrofes, as desgraças e dos dramas da história com os quais eles foram confrontados. É uma boa nova que Lucas anuncia: Quando essas coisas começarem a acontecer, levantem-se e ergam a cabeça, porque a libertação de vocês está próxima (Lc 21,28).

É por amor que esse mundo novo nasceu na manhã da Páscoa, e é no amor que ele pode desenvolver-se e crescer. O exegeta francês Jean Debruynne escreve: Aí está a verdadeira Boa Nova, aí está o verdadeiro caminho da vinda de Jesus. Não é o caminho das ruínas, das angústias e do caos, é o caminho do homem de pé, do homem acordado, do homem rezando como um vigia. Jesus vem. Ele não vem somente numa manjedoura, ele vem no coração das nossas realidades, mesmo se elas têm o sabor da desgraça. Jesus vem porque ele está já no coração da nossa vida. Nada, nem mesmo o medo, pode arrebatá-lo.

Eu vos desejo um feliz tempo de Advento 2012!