segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Campanha da Fraternidade 2014

Tema “Fraternidade e Tráfico Humano”
Lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1). 
Entenda o significado do cartaz:
1-O cartaz da Campanha da Fraternidade quer refletir a crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente.
2-Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. A sombra na parte superior do cartaz expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade.
3-As correntes rompidas e envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e apontam para a esperança de libertação do tráfico humano. Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), especialmente os que sofrem com injustiças, como as presentes nas modalidades do tráfico humano, representadas pelas mãos na parte inferior.
4-A maioria das pessoas traficadas é pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes criminosas do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos traficantes, mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens são explorados em atividades contra a própria vontade e por meios violentos. (Fonte: CF 2014).

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

20 de janeiro - São Sebastião


São Sebastião nasceu em Milão, conforme relatos deixados por Santo Ambrósio e Santo Agostinho. Era um valoroso capitão do exército romano, pertencente à primeira corte da guarda pretoriana. Sofreu o martírio no reinado do Imperador Diocleciano, que exercia forte perseguição aos cristãos mas, no entanto, era muito amigo de São Sebastião. O Santo aproveitava dessa influência para pregar aos soldados e a toda a população a fé em Cristo, com descrição para evitar que o imperador soubesse. O próprio governador de Roma, Cromácio, e seu filho, Tibúrcio, foram por ele convertidos e confessaram a fé mediante o martírio. 

Denunciado como cristão, São Sebastião foi levado perante o imperador para justificar tal procedimento. Diante do imperador manteve-se firme e não renegou sua fé. Sentindo-se traído em sua amizade, Diocleciano ordenou que São Sebastião fosse condenado à morte. Amarrado a um tronco foi varado por flechas, na presença da guarda pretoriana. Apesar dos soldados o terem dado como morto, as flechadas não conseguiram matá-lo, e corajosamente se apresenta perante o imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusando-os de inimigos do Estado. Diocleciano permaneceu surdo aos seus apelos, e ordenou que São Sebastião fosse espancado até a morte e jogado em uma vala comum, uma mulher piedosa e cristã conseguiu retirar seu corpo dali e sepultá-lo nas catacumbas da Via Ápia, em Roma. 

No local onde sofreu o martírio foi erguida uma basílica. Seu culto se espalhou pelo mundo, com milhares de devotos e com centenas de igrejas em sua homenagem.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O Evangelho de Mateus - Aspectos históricos

O Evangelho de Mateus foi escrito numa época muito conturbada, e para entendermos um pouco desta época vamos ver alguns fatos da história de quando surgiram as primeiras comunidades cristãs. 

A Palestina tornou-se colônia romana desde 63 a.C. pois embora os romanos tivessem o poder, os judeus tinham certa autonomia , conseguida a duras lutas,  principalmente no campo religioso. 

Na época de Jesus na Palestina haviam vários territórios e alguns são citados em Mateus, Galileia e Pereia (Herodes Antipas), Samaria e Judéia (Poncio Pilatos, que residia na Cesareia).   O Templo era o centro da vida social e econômica dos judeus, casa de oração, local de peregrinações, sacrifícios, ofertas, e também servia de banco, cartório e tesouro público. No templo funcionava o Sinédrio, que era o órgão máximo do governo judaico, seu sumo sacerdote era nomeado pelo procurador romano e este somente intervinha em caso de rebelião contra o império. As sinagogas estavam próximas às comunidades cristãs e em forte tensão, pois estas se contrapunham aos costumes judaicos. 

Em 70 d.C. com a destruição de Jerusalém somente o grupo dos fariseus e as comunidades cristãs sobreviveram, os outros grupos (Saduceus, sacerdotes, Essênios, Zelotes) desapareceram. Os Fariseus se refugiaram próximo ao mediterrâneo onde fundaram uma escola com a finalidade de salvar e reconstruir a religião e as tradições judaicas, mas prevaleceu a interpretação dura da lei, fechada e autoritária negando qualquer outra interpretação. Devido a este fanatismo os cristãos começaram a ser perseguidos, excomungados e tachados de traidores das tradições judaicas. Muitas dúvidas surgiram nas comunidades cristãs, principalmente entre os oriundos do judaísmo, havia dúvidas a respeito das riquezas, se era certo se tornarem seguidores de Jesus de Nazaré, se deveriam abrir ao mundo pagão seus ensinamentos, todas estas dúvidas agitavam as comunidades.

Podemos claramente perceber que Mateus queria afirmar o seguinte:
a) Quem é Jesus?
b) Como ser discípulo desse Jesus?
c) Como seguir a Jesus em comunidade?

Mateus escreveu sem esconder sua preferência pelo interior, ressaltando aspectos negativos das cidades, no seu evangelho há muitas referências ligadas aos problemas da terra (parábolas, comércio agrícola, camponeses desempregados, revoltas de camponeses). Foi neste clima de rivalidade entre campo, cidades, comunidades cristãs e fariseus que foi escrito o evangelho de Mateus, provavelmente entre os anos 80 d.C. e 90 d.C.

Ele não foi escrito de uma só vez, ele foi surgindo aos pouco, ao longo da caminhada das comunidades e teve a ajuda de varias tradições escritas e orais.