segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

TEMPO COMUM – ANO A - 1ª PARTE | 12/01 a 17/02/2026

 

O Tempo Comum é o período em que a Igreja celebra o mistério de Cristo em sua vida pública, isto é, sua pregação, seus milagres e seu convívio com os discípulos e o povo.

Não há uma temática especial como no Advento ou na Quaresma; o foco é crescer na fé e na vida cristã, acompanhando os ensinamentos e ações de Jesus no Evangelho.

“Comum” não quer dizer “sem importância”, mas sim tempo ordinário, cotidiano, aquele em que a graça de Deus se manifesta nas situações simples da vida.

O Tempo Comum é uma das partes mais importantes e longas do Ano Litúrgico da Igreja Católica, e muitas vezes é também o tempo mais esquecido — mas ele é fundamental para a vida cristã, pois nos ensina a seguir Jesus no dia a dia, fora dos grandes tempos festivos como o Natal e a Páscoa.

Nesta fase, Mateus nos inicia no anúncio do Reino dos Céus, começando:

• com a luz que resplandece nas trevas (Mt 4);

• o chamado aos discípulos;

• o início da pregação; 

• e o Sermão da Montanha, ponto central do seguimento.

É um período de fundação espiritual, no qual Jesus mostra o que significa ser Seu discípulo.

O Tempo Comum é o tempo da perseverança e da fidelidade.

Se o Advento e a Quaresma são tempos de preparação, e o Natal e a Páscoa são tempos de festa, o Tempo Comum é o tempo de viver concretamente o que aprendemos, colocando o Evangelho em prática no cotidiano.

É o tempo de “andar com Jesus”, aprendendo com Ele, escutando Sua voz e deixando que Sua presença transforme nossas atitudes.

O Ano A, com enfoque no Evangelho de São Mateus, nos pede:

• um coração pobre e disponível (Bem-aventuranças); 

• uma vida coerente e iluminadora (sal e luz); 

• abertura para a nova Lei de Cristo, que vai além da letra e toca o coração. 

É tempo de deixar a Palavra moldar nossa vida desde o início do ano.

O Ano A do Ciclo Litúrgico destaca o Evangelho de Mateus, conhecido como o Evangelho da Igreja. Ele enfatiza:

• O Reino dos Céus, tema central em Mateus; 

• Jesus como novo Moisés, mestre da Lei nova; 

• O Sermão da Montanha (Mt 5–7), coração da espiritualidade cristã; 

• A vida prática do discípulo: justiça, misericórdia, fidelidade e missão. 

Assim, o Tempo Comum no Ano A é um itinerário de discipulado, no qual aprendemos a viver o Reino de Deus nas realidades concretas da vida.

O Tempo Comum tem duas partes no ano litúrgico:

o Primeira parte: Começa na segunda-feira após a Festa do Batismo do Senhor (que encerra o Tempo do Natal) (12 de janeiro de 2026) até a terça-feira antes da Quarta-feira de Cinzas (que dá início à Quaresma) (17 de fevereiro de 2026).

o Segunda parte: recomeça na segunda-feira após o Domingo de Pentecostes (que encerra o Tempo Pascal) (25 de maio de 2026) e segue até o sábado anterior ao 1º Domingo do Advento (28 de novembro de 2026).

Ao todo, o Tempo Comum possui 33 ou 34 semanas, dependendo do ano litúrgico.

1ª PARTE DO TEMPO COMUM – 12/01 a 17/02/2026 (Ano A)

Principais datas (1ª Parte)

12 de janeiro – Início do Tempo Comum – Jesus inicia sua missão e chama os primeiros discípulos
• Após a prisão de João Batista, Jesus inaugura seu ministério anunciando o Evangelho de Deus: “O tempo se cumpriu”.
• "Convertei-vos e crede no Evangelho!" (Mc 1,14-20) 

18 de janeiro – 2º Domingo do Tempo Comum – Jesus, o Cordeiro de Deus
• João Batista apresenta Jesus como “Cordeiro de Deus”. Ele identifica Jesus como “Filho de Deus”, revelando sua missão salvífica universal.
• "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." (Jo 1,29-34) 

25 de janeiro – 3º Domingo do Tempo Comum - A luz nas trevas e o chamado dos discípulos
• Mateus apresenta Jesus como luz nas trevas (Is 8–9).
• "Foi morar em Cafarnaum, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías." (Mt 4,12-23) 

01 de fevereiro – 4º Domingo do Tempo Comum - As Bem-aventuranças
• As bem-aventuranças são o coração do Evangelho e o programa de vida do discípulo do Reino.
• "Bem-aventurados os pobres em espírito." (Mt 5,1-12a) 

02 de fevereiro – Festa da Apresentação do Senhor
• Festa que celebra Jesus sendo levado ao Templo e reconhecido como luz para as nações (Simeão).
• "Meus olhos viram a tua salvação." (Lc 2,22-40) 

08 de fevereiro – 5º Domingo do Tempo Comum – Sal da terra e luz do mundo
• Jesus fala que seus discípulos são “o sal da terra” e “a luz do mundo”.
• "Vós sois a luz do mundo." (Mt 5,13-16) 

15 de fevereiro – 6º Domingo do Tempo Comum - A plenitude da Lei
• “Ouvistes o que foi dito… Eu, porém, vos digo.” Jesus revela a intenção profunda da Lei.
• "Assim foi dito aos antigos; eu, porém, vos digo."  (Mt 5,17-37) 

17 de fevereiro – Último dia do Tempo Comum, antes da Quaresma – O fermento dos fariseus e de Herodes
• Jesus critica a busca de “sinais extraordinários” e convida à fé madura.
• "Tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes." (Mc 8,14-21)

A cor do Tempo Comum é o verde, símbolo da esperança e da vida nova que brota da Palavra de Deus.

Durante essas semanas, a Igreja nos convida a crescer espiritualmente, assim como a natureza cresce e se renova.

ORAÇÃO

Senhor Jesus, Mestre da nova Lei, abre meus olhos para a luz do Teu Reino. Que eu viva as Bem-aventuranças e que Tua Palavra transforme meus pensamentos, atitudes e decisões. Ensina-me a ser sal e luz no cotidiano. Amém.

domingo, 11 de janeiro de 2026

11 de janeiro – BATISMO DO SENHOR

 

Início da vida pública de Jesus e revelação da Santíssima Trindade. 

Com a Festa do Batismo do Senhor, a Igreja conclui o Tempo do Natal e contempla Jesus que desce às águas do Jordão, batizado por João Batista (cf. Mt 3,13-17). 

Embora sem pecado, Jesus se coloca na fila dos pecadores, mostrando sua solidariedade com a humanidade. 

Quando sai das águas, o céu se abre, o Espírito Santo desce como pomba, e a voz do Pai proclama: “Este é o meu Filho amado, em quem eu pus o meu agrado.” (Mt 3,17) 

Neste momento, a Santíssima Trindade se manifesta: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. 

O Batismo do Senhor marca o início da missão pública de Jesus, que vem para santificar as águas e inaugurar o novo Batismo no Espírito, que nos torna filhos e filhas de Deus. 

A festa nos recorda nosso próprio batismo: o dia em que nascemos para a vida da graça e fomos chamados a viver como discípulos e missionários de Cristo.

Oração para o Batismo do Senhor
“Senhor Jesus, Filho amado do Pai, que fostes batizado nas águas do Jordão e ungido pelo Espírito Santo, renovai em nós a graça do nosso Batismo.

Fazei-nos fiéis à nossa vocação cristã, fortalecendo-nos na fé, na esperança e no amor.

Que o vosso Espírito nos conduza pelos caminhos do bem, e que, como filhos do Pai, sejamos testemunhas da vossa luz no mundo.

Batismo do Senhor, santificai nossas vidas e nossos corações. Amém.”


Domingo, 11 de janeiro de 2026 - Batismo do Senhor, Festa, Ano A

 

ORAÇÃO COLETA
“Deus eterno e todo-poderoso, que, tendo sido o Cristo batizado no rio Jordão, e descendo sobre ele o Espírito Santo, o declarastes solenemente vosso dileto Filho, concedei aos vossos filhos adotivos, renascidos da água e do Espírito Santo, perseverar constantemente em vosso amor.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.”


domingo, 4 de janeiro de 2026

04 de janeiro – EPIFANIA DO SENHOR

 

Significado desta Solenidade: Manifestação de Jesus como Salvador de todos os povos.

A palavra Epifania vem do grego epipháneia, que significa manifestação ou revelação. 

Nesta solenidade, a Igreja celebra o manifestar-se de Jesus como o Messias e Filho de Deus a todas as nações, representadas pelos Magos do Oriente, que seguem a estrela até Belém. 

Os presentes oferecidos pelos Magos — ouro, incenso e mirra — revelam quem é o Menino:
• Ouro: sua realeza;
• Incenso: sua divindade;
• Mirra: sua humanidade e futura paixão. 

A Epifania é a festa da universalidade da salvação: o Cristo nascido em Belém é Luz para todos os povos, não apenas para Israel. 

É também convite a cada cristão para reconhecer, adorar e oferecer o próprio coração ao Senhor que se revela. 

Levanta-te, Jerusalém, porque chegou a tua luz!” (Is 60,1)

Oração para a Epifania do Senhor
“Senhor Jesus, Luz do mundo, que vos manifestastes aos Magos vindos do Oriente, iluminai também os nossos caminhos com a luz da vossa presença.

Fazei de nós pessoas que buscam com sinceridade a verdade, que se deixam guiar pela estrela da fé e que se prostram diante de vós com amor e adoração.

Acolhei nossos dons, Senhor: o ouro da nossa fé, o incenso da nossa oração e a mirra das nossas dores oferecidas com amor.

Epifania do Senhor, fazei brilhar sobre o mundo a vossa luz de paz e salvação. Amém.”


Domingo, 4 de janeiro de 2026 - Epifania do Senhor, Solenidade, Ano A

 

ORAÇÃO COLETA
“Ó Deus, que hoje revelastes o vosso Filho Unigênito às nações, guiando-as pela estrela, concedei benigno a nós que já vos conhecemos pela fé, sermos conduzidos à contemplação da vossa face no céu.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém!”


sábado, 3 de janeiro de 2026

03 de janeiro – SANTÍSSIMO NOME DE JESUS

 

Não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (At 4,12) 

A devoção ao Santíssimo Nome de Jesus recorda o poder, a santidade e a salvação contidos no Nome que está acima de todo nome (cf. Fl 2,9). 

O Nome Jesus foi dado ao Filho de Maria por ordem divina, anunciado pelo anjo (cf. Mt 1,21), pois expressa a missão do Verbo encarnado: salvar a humanidade do pecado e da morte. 

Na tradição da Igreja, invocar o Nome de Jesus é:
• professar a fé em sua divindade e humanidade;
• reconhecer sua autoridade salvadora;
• colocar-se sob sua proteção e misericórdia. 

O Catecismo da Igreja ensina que o Nome de Jesus é único, santo e salvador, e que toda oração cristã é feita em seu Nome. 

A devoção foi especialmente difundida por São Bernardino de Sena, que propagou o monograma IHS, recordando que o Nome de Jesus deve ser honrado nos lábios, no coração e na vida. 

Celebrar o Santíssimo Nome de Jesus é renovar nossa confiança naquele que é caminho, verdade e vida, e aprender a viver de modo digno do Nome que invocamos.

Oração ao Santíssimo Nome de Jesus
“Santíssimo Nome de Jesus, Nome santo e salvador, fonte de esperança e misericórdia, nós Te adoramos e bendizemos.

No Teu Nome encontramos perdão, consolo nas tribulações e força para caminhar na fé.

Que o Teu Nome esteja sempre em nossos lábios, em nosso coração e em nossas atitudes.

Livra-nos do mal, fortalece-nos na prova e conduz-nos pelo caminho da vida.

Que todo joelho se dobre diante de Ti e toda língua proclame que Tu és o Senhor, para a glória de Deus Pai. Amém.”


sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Sexta-feira, 2 de janeiro de 2026 - Santos Basílio Magno e Gregório Nazianzeno, bispos e doutores da Igreja, Memória

 

ORAÇÃO COLETA
“Senhor nosso Deus, que iluminastes a vossa Igreja com os ensinamentos e exemplos dos santos bispos Basílio e Gregório, fazei que procuremos humildemente conhecer a vossa verdade e a vivamos fielmente na caridade.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.”


quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

01 de janeiro – DIA MUNDIAL DA PAZ

 

“Bem-aventurados os que promovem a paz” (Mt 5,9) 

O Dia Mundial da Paz, celebrado em 1º de janeiro, foi instituído por São Paulo VI em 1967. 

A Igreja inicia o novo ano civil colocando toda a humanidade sob o dom da paz, que tem sua fonte em Deus e se revela plenamente em Jesus Cristo, o Príncipe da Paz (cf. Is 9,5). 

Para a fé cristã, a paz não é apenas ausência de guerra, mas plenitude de vida, justiça, reconciliação e fraternidade. Ela nasce da conversão do coração, do respeito à dignidade humana e do compromisso com o bem comum. 

Neste dia, a Igreja nos convida a:
• reconhecer que a paz é dom e tarefa;
• assumir atitudes de diálogo, perdão e solidariedade;
• trabalhar pela justiça social, pela defesa da vida e pelo cuidado com os mais frágeis. 

Cada ano, o Papa oferece uma Mensagem para o Dia Mundial da Paz, orientando os cristãos e todas as pessoas de boa vontade a construírem um mundo mais justo, fraterno e reconciliado.

Celebrar este dia é renovar o compromisso de sermos artesãos da paz, começando em nossos lares, comunidades e relações cotidianas.

Oração pelo Dia Mundial da Paz
“Senhor Deus, Pai de misericórdia, no início deste novo ano, colocamos diante de Ti nossos desejos, projetos e esperanças.

Dá-nos, Senhor, a Tua paz, não a paz passageira do mundo, mas a paz que nasce da justiça, do amor e da verdade.

Converte nossos corações, para que sejamos construtores da paz em nossas famílias, em nossa comunidade e no mundo inteiro.

Afasta de nós o egoísmo, a violência, o ódio e a indiferença. Ensina-nos o caminho do diálogo, do perdão e da fraternidade.

Que Maria, Mãe da Paz, nos acompanhe neste novo tempo, e que Jesus, o Príncipe da Paz, reine em nossos corações. Amém.”

“Esta é a paz do Cristo ressuscitado, uma paz desarmada e desarmante, humilde e perseverante. Ela provém de Deus, o Deus que nos ama a todos incondicionalmente.”

Leão XIV fala da presença de Cristo, nossa paz, que reverbera “na perseverança de muitas testemunhas, tornando-se ainda mais perceptível e luminosa na escuridão dos tempos”. A figura luminosa da paz é escolhida por ele para contrapor à escuridão. .”

“A paz existe, deseja habitar-nos, tem o poder suave de iluminar e alargar a inteligência, resiste à violência e a vence. A paz tem o sopro da eternidade: enquanto ao mal se ordena ‘basta!’, à paz se suplica ‘para sempre’. O Ressuscitado introduziu-nos neste horizonte. É neste sentir que vivem os promotores da paz que, no drama daquilo que o Papa Francisco definiu como ‘terceira guerra mundial em pedaços’, ainda resistem à contaminação das trevas, como sentinelas na noite”. .”

Paz desarmadaA paz de Jesus ressuscitado é desarmada, porque desarmada foi a sua luta, dentro de precisas circunstâncias históricas, políticas e sociais”, escreveu o Papa. E os cristãos devem tornar-se, juntos, testemunhas proféticas desta novidade, conscientes das tragédias das quais muitas vezes foram cúmplices, segundo o pontífice. .”

O Papa refletiu sobre o sentimento de impotência naqueles que tem um coração pronto para a paz. Mas motiva a desejá-la, nutri-la e possuí-la. “Se a paz não for uma realidade experimentada, guardada e cultivada, a agressividade espalha-se, tanto na vida doméstica, quanto na vida pública”. .”

Na relação entre cidadãos e governantes, e no plano político, o Papa cita a relação baseada no medo e no domínio da força, pontua o aumento nas despesas militares mundialmente ao longo de 2024 e o estabelecimento de políticas educativas “que difundem a percepção de que se vive continuamente sob ameaça e transmitem uma noção de defesa e segurança meramente armada”. Outra realidade citada pelo pontífice diz respeito aos recentes avanços tecnológicos e a aplicação das inteligências artificiais no âmbito militar radicalizaram a tragédia dos conflitos armados. .”

Paz desarmante A segunda parte do tema escolhido pelo Papa toma como base o mistério da encarnação. «Paz na terra», cantam os anjos, anunciando a presença de um Deus indefeso, pelo qual a humanidade só pode descobrir-se amada cuidando d’Ele (cf. Lc 2, 13-14). .”

Aqui, a reflexão aponta para o poder da fragilidade em traspassar o coração e fazer questionar a direção que escolhemos, como indivíduos e comunidade. Assim, Leão recorda o convite ao desarmamento integral proposto por São João XXIII na carta encíclica Pacem in terris, a partir da confiança mútua. .”

Segundo o Papa Leão, esse é “um serviço fundamental que as religiões devem prestar à humanidade sofredora”. As grandes tradições espirituais, assim como o reto uso da razão, fazem-nos ir além dos laços de sangue e étnicos, ou daquelas fraternidades que reconhecem apenas quem é semelhante e rejeitam quem é diferente, segundo o Papa. .”

Hoje vemos como isso não é óbvio. Infelizmente, faz parte do panorama contemporâneo, cada vez mais, arrastar as palavras da fé para o embate político, abençoar o nacionalismo e justificar religiosamente a violência e a luta armada. Os fiéis devem refutar ativamente, antes de tudo com a sua vida, estas formas de blasfémia que obscurecem o Santo Nome de Deus”. .”

Num tempo em que a justiça e a dignidade humana estão, mais do que nunca, expostas aos desequilíbrios de poder entre os mais fortes, o Papa aponta que é necessário “motivar e apoiar todas as iniciativas espirituais, culturais e políticas que mantenham viva a esperança, combatendo a difusão de ‘atitudes fatalistas a respeito da globalização, como se as dinâmicas em ato fossem produzidas por forças impessoais anônimas e por estruturas independentes da vontade humana’”. .”

O Papa convida a contrapor à estratégia de semear o desânimo e de despertar uma desconfiança por meio do desenvolvimento de sociedades civis conscientes, de formas de associativismo responsável, de experiências de participação não violenta, de práticas de justiça restaurativa em pequena e grande escala. .”

Que isso seja um fruto do Jubileu da Esperança, que levou milhões de seres humanos a redescobrirem-se peregrinos e a iniciarem em si mesmos aquele desarmamento do coração, da mente e da vida, ao qual Deus não tardará em responder, cumprindo as suas promessas”, escreveu o Papa.

Fonte: https://diocesedecajazeiras.com.br/ 

01 de janeiro – SANTA MARIA, MÃE DE DEUS

 

A Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus é uma das festas mais antigas dedicadas à Virgem Maria. 

Com ela, a Igreja conclui a Oitava do Natal, contemplando Maria como a Mãe do Salvador e, portanto, Mãe de Deus "Theotókos", pois o Filho que ela gerou é o Verbo eterno feito carne (cf. Gl 4,4-7).

Esse título, proclamado oficialmente no Concílio de Éfeso (431), afirma a verdadeira fé cristã: Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, e Maria é sua mãe segundo a humanidade.

Celebrar Maria, Mãe de Deus, é também acolher o novo ano sob sua proteção, pedindo que ela nos conduza a Cristo e nos ensine a guardar e meditar a Palavra em nossos corações, como fez em Belém. 

É também o Dia Mundial da Paz, recordando que Maria, Rainha da Paz, intercede por toda a humanidade.

Oração a Santa Maria, Mãe de Deus
“Santa Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, neste novo ano que começa, colocamos sob o vosso olhar amoroso nossas famílias, nossas alegrias e esperanças.

Vós que guardastes e meditastes todas as coisas em vosso coração, ensinai-nos a acolher Jesus em nossa vida e a viver segundo a vontade do Pai.

Mãe bendita, intercedei por nós junto ao vosso Filho, para que reine a paz nos corações, a fé nas provações e a caridade entre os povos.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, agora e sempre. Amém.”


Quinta-feira, 1 de janeiro de 2026 - Santa Maria, Mãe de Deus, Solenidade, Ano A - Dia Mundial da Paz

 

ORAÇÃO COLETA
“Ó Deus, que pela virgindade fecunda de Maria destes à humanidade o dom da salvação eter- na, dai-nos contar sempre com a intercessão daquela que nos trouxe o autor da vida, Jesus Cristo.
Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém!”