quarta-feira, 1 de abril de 2015

SEMANA SANTA

A Semana Santa é o centro, o cume de todo o Ano Litúrgico, por celebrarem-se nela os grandes mistérios da nossa Redenção.

TRÍDUO PASCAL

O tríduo Pascal começa com a missa vespertina da Ceia do Senhor, alcança seu cume na Vigília Pascal e se fecha com as vésperas do Domingo de Páscoa.

Esses três dias, formam uma unidade, e como tal devem ser considerados. Por conseguinte, a Páscoa Cristã consiste essencialmente em uma celebração de três dias, que compreende as partes sombrias e as facetas brilhantes do mistério salvífico de Cristo. As diferentes fases do mistério pascal se estendem ao longo dos três dias como em um tríptico: cada um dos três quadros ilustra uma parte da cena; juntos formam um tudo. Cada quadro é em si completo, mas deve ser visto em relação com os outros dois.

QUINTA-FEIRA SANTA

Abertura do Tríduo Sagrado. Neste dia comemoramos a Última Ceia, na qual Jesus nos deu o Mandamento novo da Caridade e instituiu a Santa Missa, a Comunhão e o Sacerdócio Católico.

Instituição da Eucaristia e Cerimônia do Lava-pés: com a Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde de quinta-feira, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e comemora a Última Ceia, na qual Jesus Cristo, na noite em que vai ser entregue, ofereceu a Deus-Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou para os Apóstolos para que os tomassem, mandando-lhes também oferecer aos seus sucessores.

Nesta missa faz-se, portanto, a memória da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Durante a missa ocorre a cerimônia do Lava-Pés que lembra o gesto de Jesus na Última Ceia, quando lavou os pés dos seus apóstolos.

A Homilia desta missa fala sobre a caridade ensinada e recomendada por Jesus Cristo. No final da Missa, faz-se a chamada Procissão do Translado do Santíssimo Sacramento onde se tem o costume de fazer a adoração do Santíssimo.

SEXTA-FEIRA SANTA

Dia do grande luto da Igreja: dia da Paixão e Morte de Nosso Senhor, dia de jejum e abstinência. 

Neste dia não se celebra a Santa Missa: a Paixão de Jesus é recordada na Solene Ação Litúrgica.

Celebra-se a paixão e morte de Jesus Cristo. O silêncio, o jejum e a oração devem marcar este dia que, ao contrário do que muitos pensam, não deve ser vivido em clima de luto, mas de profundo respeito diante da morte do Senhor que, morrendo, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna.

Às 15 horas, horário em que Jesus foi morto, é celebrada a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística. Depois deste momento não há mais comunhão eucarística até que seja realizada a celebração da Páscoa, no Sábado Santo.

SÁBADO SANTO

É a noite mais sagrada de todo o ano litúrgico, quando a Santa Igreja vela em oração, esperando o triunfo de Nosso Senhor.

Cinco elementos compõem a liturgia da Solene Vigília Pascal: a Bênção do fogo novo e do Círio Pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a liturgia da Palavra, que é uma série de leituras sobre a história da Salvação; a Bênção da Água Batismal e a renovação das promessas do Batismo e, por fim, a liturgia Eucarística.

No Sábado Santo ou Sábado de Aleluia, a principal celebração é a "Vigília Pascal". Inicia-se na noite do Sábado Santo em memória da noite santa da ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. É chamada "A mãe de todas as santas vigílias", porque a Igreja mantém-se de vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte.

DOMINGO DE PÁSCOA - Ressurreição, a vitória de Cristo Nosso Senhor

O temor dos discípulos em razão da morte de Jesus na Sexta-Feira transforma-se em esperança e júbilo. É a partir deste momento que eles adquirem força para continuar anunciando a mensagem do Senhor.

Condenado à morte na cruz e sepultado, ressuscitou três dias após, num domingo. A ressurreição de Jesus Cristo é o ponto central e mais importante da fé cristã. Através da sua ressurreição, Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é, verdadeiramente, o Filho de Deus.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Papa Francisco convocou um Ano Santo

Papa Francisco. Foto: Daniel Ibáñez / Grupo ACI

WASHINGTON DC, 26 Mar. 15 / 02:20 pm (ACI/EWTN Noticias).- O surpreendente anúncio do Papa Francisco sobre a realização de um Ano Santo da Misericórdia levou os católicos a aprofundarem no significado do acontecimento que para alguns pode resumir-se em que o Santo Padre quer que todos saibam quanto Deus os ama.

Em 13 de março, o Papa Francisco anunciou na Basílica de São Pedro a celebração de um Jubileu Extraordinário da Misericórdia, que começará a finais deste ano na solenidade da Imaculada Conceição, 8 de dezembro, e terminará na solenidade de Cristo Rei, em 20 de novembro de 2016.


A Ordem sacerdotal dos Padres da Misericórdia, que se descreve como "de pregação missionária itinerante", manifestou sua particular alegria por esta decisão. "Vemos de primeira mão a realidade e beleza da conversão, a misericórdia de Deus em ação", disse o Pe. Wade ao Grupo ACI.


"A misericórdia é quem Deus é. É o segundo nome do amor", disse por sua parte o Pe. Menezes, para quem a conversão é a sua "expressão mais concreta", citando a encíclica de São João Paulo II Dives in Misericórdia (1980) sobre a misericórdia divina.


"Deus está mais interessado em nosso futuro que em nosso passado", explicou o sacerdote, já que Ele leva a sério o pecado passado, mas nunca "como a última palavra" porque "quer que cada um de nós se converta na 'melhor versão' de nós mesmos, o qual Ele espera para cada um de nós, de maneira pessoal, em sua eterna e divina mente, e isto requer conversão".


Isto é exatamente o que o Papa Francisco tem em mente ao anunciar o Ano da Misericórdia, disse Kathryn Jean Lopez, diretora fundadora de Vozes Católicas nos Estados Unidos.


"Em nossas ocupadas, frenéticas e algumas vezes bifurcadas vidas, muitas vezes não encontramos o tempo para o silêncio de um exame de consciência. Este Papa é um diretor espiritual jesuíta para o mundo que nos impulsiona a ver o muito que Deus nos ama, reorientando nossos corações para o Seu", disse López ao Grupo ACI.


Em lugar de propor algo radicalmente novo, assinalou López, o Papa Francisco continua a devoção à misericórdia de seus predecessores São João Paulo II e o Papa Emérito Bento XVI.


"O Papa João Paulo II amava a Divina Misericórdia, o Papa Bento, eu o chamaria o apóstolo da Divina Misericórdia. Bento XVI também diria que a Divina Misericórdia é o nome de Deus mesmo", disse.


"Os católicos fazem o trabalho de educar, atender o moribundo, cuidar do doente, alimentar o faminto, visitar os presos, acompanhar os que estão sozinhos. Este é o encontro do qual fala o Papa Francisco", disse López, ao recordar logo as obras de misericórdia corporais.


"Uma mensagem de misericórdia leva as pessoas para a porta a fim de encontrarem livremente o coração de Cristo na vida sacramental da Igreja", acrescentou López.


Segundo o site do Vaticano, o ano jubilar tem suas raízes na lei monástica quando cada quinquênio se fazia sagrado para o povo judeu. As dívidas eram perdoadas, os escravos libertados e as terras voltavam para seus "donos originais".


Os jubileus ordinários ocorrem a cada 25 ou 50 anos enquanto que os jubileus extraordinários se convocam por alguma ocasião transcendental. Dois jubileus extraordinários foram convocados no século 20: em 1933 para comemorar os 1900 anos da redenção de Cristo no ano 33; e 1983 em seus 1950 anos.


O ano jubilar é um "ano santo" marcado por atos de fé, caridade e "comunhão fraterna", destaca-se no site do Vaticano.


"Estou convencido de que toda a Igreja poderá encontrar neste Jubileu a alegria de redescobrir e fazer fecunda a misericórdia de Deus, com a qual todos somos chamados a dar consolo a cada homem e cada mulher de nosso tempo", disse o Papa Francisco depois de anunciar o ano jubilar.

"A partir deste momento, encomendamos este Ano Santo à Mãe da Misericórdia para que dirija a nós seu olhar e vele em nosso caminho", concluiu o Papa.


Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/o-papa-convocou-um-ano-santo-o-que-isto-quer-dizer-24156/

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Papa Francisco nomeia Padre Leomar Antônio Brustolin como bispo auxiliar para a Arquidiocese de Porto Alegre

Nesta quarta-feira, o Vaticano comunicou que o Santo Padre Papa Francisco nomeou um novo bispo auxiliar para a Arquidiocese de Porto Alegre. Trata-se do Padre Leomar Antônio Brustolin, 47 anos, atual cura da Catedral Santa Teresa, de Caxias do Sul. Em pronunciamento na Rádio Aliança, o arcebispo metropolitano, Dom Jaime Spengler, comunicou a nomeação a todo o povo de Deus.

Padre Leomar Antônio Brustolin é natural de Caxias do Sul. Nasceu no dia 15 de agosto de 1967 e foi ordenado presbítero em 20 de dezembro de 1992. É formado em Teologia pela PUCRS, possui mestrado em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (1993) e Doutorado em Teologia pela Pontificia Università San Tommaso de Roma, Itália (2000). Atualmente é professor titular da PUCRS e coordena o Mestrado em Teologia na Faculdade da Teologia da PUCRS.

ORDENAÇÃO EPISCOPAL A Ordenação Episcopal está marcada para o dia 25 de março, uma quarta-feira, na Catedral de Caxias do Sul. A apresentação na Arquidiocese de Porto Alegre acontecerá no dia 02 de abril, quinta-feira santa, às 9h, na Missa dos Santos Óleos.

PRONUNCIAMENTO À IMPRENSA Às 10h30min, o arcebispo Dom Jaime Spengler receberá a imprensa para entrevista coletiva na Cúria Metropolitana – Rua Espírito Santo, 95, atrás da Catedral Metropolitana.

BIOGRAFIA COMPLETA: Leomar Antônio Brustolin nasceu aos 15 de agosto de 1967. Cursou Filosofia na Universidade de Caxias do Sul (UCS) e Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Foi ordenado presbítero em 20 de dezembro de 1992.

Foi Diretor do Curso de Teologia de Leigos da Diocese de Caxias do Sul (1993-2014) e vigário paroquial da Paróquia Santa Teresa, Catedral Diocesana de Caxias do Sul (1992-2001). Obteve o mestrado em Teologia Sistemática na Faculdade Jesuíta de Belo Horizonte- MG. Concluiu o doutorado em Teologia Sistemática na Pontifícia Università San Tommaso de Roma - Angelicum (1997-2000). Foi nomeado pároco da Catedral Diocesana de Caxias do Sul (2001-2014). Coordenou e lecionou nos cursos de pós-graduação em Ensino Religioso e Teologia Pastoral na Universidade de Caxias do Sul.

Desde 2005 é professor na Faculdade de Teologia da PUCRS onde atua como Coordenador do Programa de Pós-graduação em Teologia. Realiza pesquisa e ensino nas disciplinas de Antropologia Teológica, Moral Social, Pastoral Catequética e Pastoral Urbana. Tem alguns livros publicados na área da Escatologia, Mariologia, Catequese e Pastoral. Dedicou-se na assessoria teológico-pastoral e catequese em diversas dioceses. Em 2013 e 2014 participou da comissão do Tema Central da Assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil: Comunidade de Comunidades, uma nova paróquia.

INFORMAÇÕES:
Pastoral da Comunicação – PASCOM
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Coordenação: Pe. Cesar Leandro Padilha:
Jornalista: Magnus Regis – 8159-6229
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Que no próximo ano...
“Que você consiga uma casa maior, mas que quase todos os cômodos fiquem vazios por sua família estar unida ao redor de uma única mesa.
Que você compre o carro dos seus sonhos, e descubra que ele pode ficar parado na garagem enquanto você caminha de mãos dadas por um parque.
Que você realize o desejo de comprar uma TV enorme, 3D, com home theater, mas que ela permaneça desligada durante o jantar, para que você possa ouvir como foi maravilhoso o dia da sua família.
Que sua conta bancária esteja satisfatoriamente recheada, mas sobretudo, que você tenha em seu bolso um ou dois reais para comprar algodão doce e saboreá-lo sujando os dedos.
Que você tenha um excelente plano de saúde, mas que se esqueça que ele existe por não precisar usá-lo.
Que você jante em badalados restaurantes para descobrir que a maior chef que existe, cozinha todos os dias dentro da sua casa.
Que sua internet trafegue em altíssima velocidade, mas que sua melhor rede seja aquela pendurada entre duas árvores, onde você possa ouvir os pássaros cantarem.
Que você tenha um smartphone de última geração, mas que não precise usá-lo para dizer às pessoas mais importantes da sua vida o quanto elas são especiais.
Que você tenha um tablet, mas que use mais as pontas dos seus dedos para fazer cafunés do que para mandar e-mails.
Que você possa comprar boas roupas, bolsas e relógios, mas que sua verdadeira marca seja a "inspiração" deixada pelos lugares por onde passará.
E que assim, conquistando tudo o que você sempre quis, você descubra que mais importante do que aquilo que você tem, é o que você faz com tudo o que conquistou.
(Texto original de Mauricio Louzada

Permitida a reprodução desde que citado o autor.)

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Arcebispo anuncia transferências e nomeações para o clero arquidiocesano

No terceiro e último dia da Assembleia Anual do Clero, o arcebispo Dom Jaime Spengler anunciou as transferências e nomeações para a Arquidiocese de Porto Alegre. Na mesma oportunidade, o Pe. Gustavo Haas foi anunciado como o novo Vigário Geral. O cargo estava vago desde o falecimento do Cônego Irineu Brand, ocorrido no final do mês de setembro.

Quando confirmadas, as datas de posse e apresentação serão divulgadas.

Confira as alterações:

Vigário Geral e Moderador da Cúria: 
Pe. Gustavo Haas

VICARIATO DE PORTO ALEGRE

Paróquia Divino Espírito Santo
Pároco: Pe. Querino José Ludwig

Paróquias Divino Pai Eterno e Madre Teresa de Calcutá
Pároco: Pe. Márcio M. Guimarães

Catedral Metropolitana Mãe de Deus
Pároco: Pe. Pedro Alberto Kunrath

Paróquia Nossa Senhora Medianeira
Pároco: Pe. Luiz Ricardo Xavier

Paróquia Menino Deus
Vigário Paroquial: Pe. Alexandre Longhi

Paróquia Menino Jesus de Praga
Vigário Paroquial: Mons. Irineu Flach

Paróquia Nossa Senhora de Lourdes
Vigário Paroquial: Pe. Diego Correa

Paróquia Nossa Senhora da Paz
Pároco: Pe. Francisco Ledur

Paróquia Santuário Nossa Senhora do Rosário
Vigário Paroquial: Pe. Jorlei dos Santos

Paróquia Sagrada Família
Vigário Paroquial: Pe. João Strack

Paróquia Santa Catarina
Pároco: Pe. Luciano Honório Corrêa

Paróquia Santa Rita de Cássia
Vigário Paroquial: Pe. João Albertto Mazzotti

Paróquia Santo Antônio do Pão dos Pobres
Vigário Paroquial: Pe. Cristiano da Rosa

Paróquia São João Batista
Pároco: Pe. Renato Schuch

Paróquia São Luís Gonzaga
Pároco: Pe. Alexandre Chaves

Paróquia São Sebastião Mártir
Pároco: Pe. Hermeto Mohr
Vigário Paroquial: Pe. Leo Hastenteufel e Coordenador Arquidiocesano de Pastoral

Paróquia Senhor Bom Jesus
Pároco: Pe. Kauê Antoniolli

VICARIATO DE CANOAS

Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Esteio
Pároco: Pe. Maico Pezzi
dos Santos

Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Sapucaia
Pároco: Pe. Talis Pagot

Paróquia Imaculado Coração de Maria - Esteio
Vigário Paroquial: Pe. Artur Calsing

Paróquia Nossa Senhora do Rosário - Canoas
Vigário Paroquial: Pe. Juliano Heck

Paróquia São Luís - Canoas
Pároco: Pe. João Carlos Silveira (Pe. Joca)

VICARIATO DE GRAVATAÍ

Paróquia Nossa Senhora das Graças - Gravataí
Pároco: Pe. Fabiano Glaeser dos Santos

Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem - Cachoeirinha
Pároco: Pe. Eduardo Dellazari

Paróquia Nossa Senhora dos Anjos - Gravataí
Pároco: Pe. Tarcíso Rech Diácono Luiz Barros

Rede de Comunidades Santa Cruz - Viamão
Pároco: Pe. Loivo Kochhann

Paróquia São José Operário - Alvorada
Vigário Paroquial: Pe. Renato Rogério Neuhaus

Paróquia São Vicente Pai dos Pobres - Gravataí
Vigário Paroquial: Pe Charles Vargas Teixeira

Paróquia Nossa Senhora da Saúde - Alvorada
Pároco: Pe. Alecxandro Nunes

Paróquia Sagrado Coração de Jesus - Alvorada
Pároco: Pe. Diego Garcia

VICARIATO DE GUAÍBA

Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Guaíba
Pároco: Pe. Carlos Feebur
Vigário Paroquial: Pe. Ênio da Rocha Dias

Paróquia Nossa Senhora do Livramento - Guaíba
Pároco: Pe. Gustavo Haupenthal

Paróquia Nossa Senhora Medianeira - Eldorado
Pároco: Pe. Miguel Faleiro

A serviço da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes - Charqueadas
Pe. Geraldo Flach

Paróquia Nossa Senhora do Rosário – Barão do Triunfo
Pároco: Pe. Fábio Lúcio

Paróquia São João Batista - Camaquã
Vigário Paroquial: Pe. Joel Nievinski



Postado por Magnus Regis - Jornalista PASCOM
Em 6 de novembro de 2014, às 18h 6min

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O Papa Francisco deixa uma tarefa: Refletir nos capítulos 5 e 25 de São Mateus

O Papa Francisco na Sala Paulo VI / Foto: Lauren Cater (Grupo ACI)

VATICANO, 06 Ago. 14 / 01:49 pm (ACI/EWTN Noticias).- Nesta quarta-feira, Festa da Transfiguração do Senhor, o Papa Francisco retomou as audiências gerais para convidar os católicos a refletirem nos capítulos 5 e 25 do Evangelho de São Mateus, que contêm o caminho para a verdadeira felicidade e as perguntas que Cristo fará a seus discípulos no dia do juízo final.

“Hoje a tarefa é ler o quinto capítulo do Evangelho de Mateus, no qual existem as bem-aventuranças e ler o 25º capítulo, no qual existe o protocolo, as perguntas que farão no dia do julgamento”, assinalou o Papa aos fiéis, a quem disse que assim como se aprendem os Dez Mandamentos, o católico deve guardar em seu coração as Bem-aventuranças porque “são o caminho para a verdadeira felicidade, que também nós podemos trilhar com a graça que Jesus nos dá”.

Da Sala Paulo VI, Francisco afirmou que “a nova aliança consiste precisamente nisto: em reconhecer-se em Cristo, envolvido na misericórdia e compaixão de Deus”.

Apresentamos abaixo a íntegra da Catequese por cortesia do Portal Canção Nova:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Nas catequeses anteriores vimos como a Igreja é um povo, um povo preparado com paciência e amor de Deus, e ao qual todos nós somos chamados a pertencer. Hoje eu gostaria de destacar a novidade que caracteriza este povo:  é realmente um novo povo que se fundamenta na nova aliança estabelecida pelo Senhor Jesus com o dom de sua vida. Esta novidade não nega o caminho anterior, ou se opõe a ele, mas sim o leva adiante, o leva ao cumprimento.

1. Há uma figura muito significativa, que atua como um elo entre o Antigo e o Novo Testamento: a de João Batista. Para os Evangelhos Sinóticos, ele é o “precursor”, aquele que prepara a vinda do Senhor, predispondo o povo à conversão do coração e a receber o consolo de Deus que está próximo. 
No Evangelho de João é a “testemunha”, pois permite-nos reconhecer em Jesus, Aquele que vem do alto para perdoar os nossos pecados e fazer de seu povo a sua esposa, primícias da nova humanidade. Como um “precursor” e “testemunha”, João Batista desempenha um papel central em toda a Escritura, pois atua como uma ponte entre a promessa do Antigo Testamento e seu cumprimento, entre as profecias e a realização em Jesus Cristo . Com o seu testemunho, João nos mostra Jesus e nos convida a segui-Lo, e nos diz, sem meio termo, que isso requer humildade, arrependimento e conversão: é um convite que faz se à humildade, arrependimento e conversão.

2. Assim como Moisés realizou uma aliança com Deus em virtude da lei recebida no Sinai, assim Jesus, em uma colina à beira do lago da Galileia, entrega aos seus discípulos e à multidão um novo ensinamento, que começa com as bem-aventuranças. Moisés deu a Lei no Sinai e Jesus, o novo Moisés, dá a lei na montanha, à beira do lago da Galileia. As bem-aventuranças são o caminho que Deus mostra como uma resposta ao desejo de felicidade que é inerente ao homem, e aperfeiçoa os mandamentos da Antiga Aliança. Estamos acostumados a aprender os Dez Mandamentos – é claro, todos vocês sabem, aprenderam na catequese – mas não estamos acostumados a repetir as bem-aventuranças. Vamos memorizá-las e imprimi-las em nosso coração. Façamos uma coisa: eu vou dizer uma depois da outra e vocês repetem. Concordam?

Primeira:
“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus”.
“Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados”.
“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra”.
“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão saciados”.
“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”.
“Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus”.
“Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”.
“Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”.
“Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e vos perseguirem e disserem todo o mal contra vós por minha causa.” 

Eu ajudo vocês: [o Papa repete com as pessoas] “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e vos perseguirem e disserem todo o mal contra vós por minha causa”.
“Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso recompensa nos céus”.

Bravo! Mas vamos fazer uma coisa: eu vou dar uma lição de casa, uma tarefa para fazer em casa. Peguem o Evangelho, aquele que vocês têm … Lembrem-se que vocês devem sempre levar um pequeno Evangelho com vocês, no seu bolso, bolsa, sempre; aquele que vocês têm em casa. Peguem o Evangelho, e nos primeiros capítulos de Mateus – creio que no capítulo quinto – estão as bem-aventuranças. E hoje, amanhã, vocês leem em casa. Vocês irão ler? [O povo responde: Sim] Não se esqueçam, porque é a lei que Jesus nos dá! Vocês irão fazer? Obrigado.

Nestas palavras, há toda a novidade trazida por Cristo, e toda a novidade de Cristo está nestas palavras. De fato, as bem-aventuranças são o retrato de Jesus, seu modo de vida; é o caminho para a verdadeira felicidade, que também nós podemos trilhar com a graça que Jesus nos dá.

3. Além da nova Lei, Jesus nos dá também o “protocolo” com o qual seremos julgados. No fim do mundo seremos julgados. E quais são as perguntas que vão nos fazer lá? Quais são essas questões? Qual é o protocolo com o qual o juiz vai nos julgar? É isso o que encontramos no vigésimo quinto capítulo do Evangelho de Mateus. Hoje a tarefa é ler o quinto capítulo do Evangelho de Mateus, no qual existem as bem-aventuranças e ler o 25º capítulo, no qual existe o protocolo, as perguntas que farão no dia do julgamento.

Nós não teremos títulos, créditos ou privilégios para nos garantir. O Senhor vai reconhecer-nos se, por nossa vez,  O tivermos reconhecido nos pobres, nos que passam fome, nos indigentes e marginalizados, em quem sofre e está sozinho … Este é um dos critérios fundamentais de verificação da nossa vida cristã, com os quais Jesus nos convida a medir-nos a cada dia.

Eu leio as bem-aventuranças e penso como deve ser a minha vida cristã, e depois faço um exame de consciência com o capítulo 25 de Mateus. Todos os dias: eu fiz isso, eu fiz isso, eu fiz isso … Nos fará bem! Essas coisas são simples, mas concretas !

Queridos amigos, a nova aliança consiste precisamente nisto: em reconhecer-se em Cristo, envolvido na misericórdia e compaixão de Deus. É isso que enche o nosso coração de alegria, e é isso que torna a nossa vida bela e crível do amor de Deus por todos os nossos irmãos e irmãs que encontramos todos os dias. Lembrem do dever de casa! O quinto capítulo de Mateus e capítulo 25 de Mateus. 
Obrigado!


Fonte: http://www.acidigital.com/